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Enchentes marcam processo de regularização de campas no cemitério de Lhanguene

A administração do cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo, regista enchentes e aglomerações de pessoas que pretendem fazer a regulação de campas. Segundo os utentes, o processo está decorrer de forma lenta.

No processo que tem como meta regularizar pelo menos 10 mil campas até dia 28 de Julho do corrente ano, não observam-se as medidas de prevenção da COVID-19.

“Estamos há dias aqui. Os serviços deviam iniciar as 07 horas mas só as 09 começaram a operar e as 13:30h certamente que vão encerrar actividades assim como fizeram ontem”, disse uma das utentes ouvidas pelo “O País”.

Um utente disse que o valor que deve ser pago para regularizar a situação das campas é absurdo e tipico de pessoas oportunistas.

“É só olhar para estes velhotes que aqui se encontram, onde é que vão encontrar estes 1500? E o mais agravante, procure saber das pessoas que estão aqui quantas campas têm neste local? Para ver mais ou menos quanto isto sai, não faz sentido. Primeiro, prestam mau serviço, estamos em tempo de pandemia e de alguma forma eles forçam as pessoas a violarem o Decreto Presidencial porque o processo termina já no dia 28”, lamentou utente.

Algumas pessoas queixam-se da falta de orientação por parte da administração para conter a COVID-19 no local.

“Todas as pessoas querem ser atendidas e não esta ninguém da direcção para nos dar orientações, fazendo assim, com que nos juntemos no mesmo sítio e corremos o risco de contrair o vírus”, disse um utente.

A administração do cemitério ainda não se pronunciou sobre a situação.

O Município de Maputo tem sob sua gestão 11 cemitérios, dos quais um se encontra no Município da Matola, o de Michafutene.

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