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Zuma só aceita abandonar o poder depois de Junho

Foto: Notícias ao Minuto

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, a quem foi dado o dia da quarta-feira para deixar o poder, rejeitou a decisão do ANC. Em entrevista a SABC, em Union Buildings em Pretória, o presidente Zuma negou resignar-se como Chefe do Estado, argumentando que “até agora, ninguém me disse o que fiz de errado para deixar o poder”.

O presidente de 76 anos revelou que, na semana passada, havia chegado a um acordo com presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, e secretário-geral do ANC, Ace Magashule, de deixar o poder, só depois de Junho.

“Eu, Ramaphosa e secretário-geral do ANC, havíamos mutuamente concordado que eu deixaria o poder, assim que tivesse participado da conferência de Brics e da União Africana, em Junho. Aproveitaria a ocasião, para esclarecer esta crise política e delegar o poder a Ramaphosa”, disse.

Entretanto, segundo Zuma, o acordo não teve efeito, depois de uma ala do ANC ter exigido que o presidente sul-africano deixasse, a todo custo, o poder. Zuma reiterou que não está a desafiar a ordem do ANC, mas simplesmente discorda da maneira como o processo está a ser conduzido.

“Há regras dentro do ANC para destituir-se o presidente”, disse Zuma, referindo às eleições internas e advertindo a não conflito do poder entre o presidente do partido e o presidente da República.

Zuma, que está no poder desde 2009, e é acusado de vários escândalos de corrupção, prometeu dar um comunicado oficial, ainda esta quarta-feira.

O Comité Nacional Executivo do ANC disse, entretanto, que caso presidente sul-africano se recuse a deixar poder, o partido vai conduzir moção de censura ao Parlamento, onde Zuma poderá ser destituído e, de seguida, nomeado um novo chefe do Estado.

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