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Zulu leva “coisas da terra” a Reunião

Artista plástico moçambicano expôs uma individual nas Ilhas Reunião, intitulada silo sa mafu, constituída por 34 peças de pintura e escultura.

 

Silo sa mafu. Assim mesmo… Do cicopi, Coisas da terra, em português. Aquele é o título da exposição da autoria de Zulu, pseudónimo de Jacinto Manecas Simbine, artista moçambicano residente nas Ilhas Reunião. Naquele país, na verdade, Zulu foi convidado a expor uma mostra ao longo de 22 dias. Assim, a individual inaugurou no dia 6 e, este sábado, encerra ao público.

A mostra Silo sa mafu é constituída por 34 peças, entre telas e esculturas. Com a exposição, o artista moçambicano procurou falar de vários acontecimentos que marcaram a sua vida, desde experiências pessoais relacionadas à criatividade e a impacto das calamidades naturais na sua vida e da sua gente.

As obras que constituem Silo sa mafu são feitas de diferentes materiais reciclados, com esculturas de madeira, metal e algumas telas.

Zulu aprendeu a trabalhar com metal por influência do seu pai artista plástico, fazendo da oficina familiar, nos primeiros anos, seu espaço de recreação e descobrimento. Zulu iniciou-se no desenho e na pintura nos anos 90, na Casa da Cultura do Alto-Maé, na cidade de Maputo. De seguida, matricula-se na Escola Nacional de Artes Visuais e especializou-se em cerâmica. Em 2000, o país foi devastado pelas cheias. O bairro residencial de Zulu não escapou à destruição. Este acontecimento traumático para os moçambicanos marcou uma viragem decisiva na vida artística de Zulu, que sentiu necessidade de, rapidamente, contribuir para transmitir alegria e esperança das pessoas.

Zulu tem obras em Cabo Verde, eSwatini, África do Sul, França e Países Baixos. Além de pintar, também toca percurssão e pratica dança tradicional e contemporânea, integrando a Companhia Municipal da Matola.

Depois de frequentar regularmentea Ilhas Reunião, Zulu apaixonou-se pela sua cultura artística e musical, e, finalmente, estabeleceu-se naquele país em 2015.

Em 2016, com a autorização prévia do Município de Saint Leu, instalou-se na orla marítima de S. Leu, na onda dos jogos aquáticos, e esculpiu, ao prazer de caminhantes e curiosos, a majestosa escultura de Saint Leu.

Entre as suas exposições, destacam-se: “Reconstrução pôs-Inundações” (Maputo, 2001), “Colectiva com Anne Cotreil no Gare au theatre” (France, 2003), “Exposição da UNESCO (obra seleccionada para uma exposição na Holanda);  Colectiva com Anne Cotreil na sala Maurice Baguet, Bagnolet (França, 2004) e Oficina de Pintura em acrílico com Anne Cotreil, Matsapa, eSwatini (2006).

 

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