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Zandamela reconhece suas responsabilidades em Finanças Verdes Inclusivas

Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, reconhece como seu, o papel de criação de sustentabilidade e resiliência através de Políticas de Finanças Verdes Inclusivas para proteger as populações mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Há desafios na criação de uma banca sustentável em termos ambientes e sociais e o Governador de Moçambique tem clareza de quem deve tomar a dianteira no processo de inclusão financeira no pais. Rogério Zandamela Assume que essa responsabilidade é do Banco de Moçambique.

“Como bancos centrais e reguladores, somos chamados a incorporar a sustentabilidade e resiliência no quadro de políticas internas, priorizando factores ambientais, climáticos e sociais”, referiu o Governador falando na abertura internacional de Finanças Verdes Inclusivas.

Trata-se de um evento que o Banco de Moçambique e a Aliança para a Inclusão Financeira organizaram justamente para debater sobre Finanças Verdes, onde Zandamela referiu que Moçambique precisa se apressar nesses processos o mais urgente possível, isto porque, embora o país esteja “na fase inicial em matéria de Finanças Verdes Inclusivas”, as experiências recentes mostram que é um país com várias vulnerabilidades a desastres naturais.

Os exemplos mais recentes de desastres naturais e que obrigaram a que Moçambique tivesse um sistema de inclusão financeira sustentável foram os ciclones de 2019, que fustigaram Sofala e Cabo Delgado.

Segundo Zandamela, “a exposição do país a fenómenos naturais impôs restrições de mobilidade, reforçando assim a necessidade e importância do acesso a serviços financeiros digitais, que só foram possíveis através de uma forte colaboração entre o Banco de Moçambique, na qualidade de regulador financeiro, os bancos e instituições de moeda electrónica, assim como instituições governamentais e o sector privado”.

É que Rogério Zandamela defende que “as mudanças constituem um fenómeno global que requer uma resposta de política colectiva”, por isso, sugere o Governador do Banco Central, o “esforço para enfrentar as mudanças climáticas e avançar para uma economia de baixo carbono tem de garantir que todos desempenhemos o nosso papel e que ninguém” seja “deixado para trás”.

Fora esta colaboração, Zandamela relata que Moçambique tem estado a registar um crescimento acentuável na carteira móvel, por isso houve necessidade de se criar um instrumento regulador, o que qual foi chamado de Sandbox Regulatório para Fintechs.

“Reconhecendo o potencial destes serviços na melhoria do acesso e uso de produtos e serviços financeiros no país, introduzimos, em 2018, o Sandbox Regulatório para fintechs. Esta plataforma constitui uma oportunidade para alavancar inovações financeiras, num ambiente controlado, tendo em vista o desenvolvimento e teste de soluções financeiras ecológicas baseadas em tecnologia”, referiu o Governador do Banco Central, que se mostrou aberto para colher experiências de outros países da Aliança para a Inclusão Financeira, para melhor fazer a gestão do sistema financeiro móvel que regista crescimento em Moçambique nos últimos tempos.

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