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Zambézia continua a ser palco de corte ilegal da madeira Umbila

Furtivos continuam a devastar as florestas na província da Zambézia, com um relativo abrandamento na zona tampão do Parque Nacional do Gilé, face às medidas de contenção que estão a ser levados a cabo pelos fiscais do parque. Há relatos que dão conta que a zona sul da província está a ser nova escala de exploração ilegal de Madeira de especialidade Umbila.

O nosso jornal escalou ao distrito de Derre e constatou a existência de dois camiões ao longo do traçado da estrada em terraplanagem. Os Camiões estavam carregados de toros não cubicados como mandam as normas vigentes no sector de florestas, que indicam que, sempre que a madeira for a ser transportada da área de corte para estaleiro ou outro ponto, o toro deve estar devidamente siglado  e enumerado para facilitar os trabalhos dos fiscais e garantir a transparência necessária.

Dos referidos camiões, um foi multado pela Agência Nacional de controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) quando saía do distrito de Morrumbala, durante a madrugada, o mesmo estava a passar pelo distrito de Derre, e  seguia em direcção ao distrito de Nicoadala. Estava prestes a chegar na N1 e, por fim, descarregar num estaleiro localizado no distrito de Nicoadala. A acção foi abortada pelas autoridades.

Contactado, o delegado da AQUA na Zambézia, Isac Jalilo, fez saber que o referido camião transportava madeira de um nacional devidamente documentado, “só que o mesmo cortou e estava a transportar madeira que o mesmo não está autorizado para o efeito, ou seja, que não tem a devida licença” disse o responsável.

No terreno constata-se que mesmo com denúncias de exploração ilegal de madeira, furtivos não arregaçam as mangas. Continuam a efectuar corte ilegal de madeira nas florestas.

Zeca Rosário, trabalhador de um dos operadores, cujo camião foi apreendido, fez saber que a madeira foi cortada nas matas do distrito de Morrumbala, mas ao longo da madrugada, durante o percurso, o camião avariou. Porque não era de sorte, de seguida foram surpreendidos pelos técnicos da AQUA que passavam pela mesma estrada.

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