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Voltará o “Caldeirão” a ser talismã para ABB?

O Ferroviário da Beira e a Associação Black Bulls defrontam-se, domingo, às 14h:30, no Caldeirão do Chiveve, no jogo de destaque da 12ª jornada do Moçambola-2021. A ronda abre esta sexta-feira com dois jogos: Associação Desportiva de Vilankulo vs União Desportiva do Songo e Ferroviário de Lichinga vs Textáfrica de Chimoio.

Dezembro de 2018. Caldeirão do Chiveve. Final do Campeonato Nacional de Juniores. Black Bulls varreu a Papeline da Maforga (9-1). Nas meias-finais, a ABB bateu, curiosamente, o Ferroviário da Beira por 4-1. Cinco atletas daquela promissora quanto talentosa equipa evoluem, hoje, nos seniores: Martinho, Pepo, Fidel, Jesus e Kimiss Zavala.

São estes e tantos outros artistas que, domingo, sobem ao relvado do sempre difícil Caldeirão do Chiveve para manterem a sua invencibilidade na prova. Voltará o Caldeirão do Chiveve a ser talismã para os “touros”? A ver vamos. Uma coisa é certa: independentemente do resultado, a liderança da prova não está ameaçada. Mas, nem por isso a Associação Black Bulls vai deixar de entrar com todas as suas armas para alcançar a décima vitória na prova.

O certo é que, nesta deslocação, o Ferroviário da Beira quer evitar que seja de um “total passeio” do líder do campeonato. Aliás, já não perde há três jornadas no campeonato, tendo goleado antes mesmo da interrupção o seu homónimo de Nacala por 3-0, em pleno Estádio 25 de Junho.

Feitas as contas, a Associação Black Bulls tem um saldo positivo em termos de resultados fora de portas com quatro vitórias e um empate. Já o Ferroviário da Beira venceu três jogos e perdeu dois em casa.

A bola começa, no entanto, a rolar esta sexta-feira com a realização de dois jogos. Em Lichinga, o Textáfrica de Chimoio, penúltimo classificado com sete pontos, procura exorcizar o fantasma dos maus resultados no campeonato. Para os “fabris do planalto”, é ganhar ou ganhar! Mas os números são sempre números, tem a seu valor e não jogam a seu favor: quinto classificado na prova, com 18 pontos, o Ferroviário de Lichinga tem feito bons resultados em casa com quatro vitórias. Um arranque em falso, com três derrotas consecutivas, foi depois ofuscado com o acerto do passo que coloca a equipa de Antoninho Muchanga no “top 5” na tabela classificativa.

No alto Massaca, a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV) “faz” sala a União Desportiva do Songo, num duelo entre o sexto e quarto classificado da prova, respectivamente.

A ADV não perde como também não vence há cinco jogos, tendo registado igual número de empates nas últimas rondas. A última vitória foi justamente na 5ª jornada diante do Ferroviário de Lichinga, por 2-1. A União Desportiva do Songo, essa, arrancou uma vitória apertada na última ronda frente ao Ferroviário de Nampula, por 1-0, mas a sua campanha tem alternado entre os bons e maus resultados na prova. Os números dizem muito da sua campanha: cinco vitórias, quatro derrotas e dois empates.

Com uma campanha pobre (apenas uma vitória), que empurrou a equipa para a zona de despromoção (12ª posição com apenas oito pontos), o Desportivo Maputo tem uma deslocação dificílima ao Estádio 25 de Junho, onde se lhe espera um Ferroviário de Nampula em franca “recuperação” na tabela classificativa. É verdade que perdeu, no último jogo, com a UD Songo (0-1), mas é também verdade que, com a chegada de Nelson Santos, os “axinenes” arrancaram duas preciosas vitórias que permitiram sair da zona de sufoco.

Terceiro classificado com 22 pontos, e proibido de perder pontos sob o risco de ver os concorrentes na luta pelo título dispararem, o Ferroviário de Maputo vai a Quelimane bater-se com o lanterna vermelha da prova. Aos “militares”, somente um resultado interessa: vitória. É que, em caso de mais um desaire, as contas da manutenção complicam-se cada vez mais.

A meio da tabela classificativa, Incomáti de Xinavane recebe um Ferroviário de Nacala carente de vitórias na prova: venceu apenas dois, e a última vez foi precisamente a 16 de Maio diante da Liga Desportiva, por 1-0.

Campeão em título, o Costa do Sol joga domingo com a Liga Desportiva de Maputo, num duelo interessante de seguir. Os números dos “canarinhos”, em casa, não são tão famosos: duas vitórias, igual número de derrotas e um empate.

Há, por isso, que apitar para que o Comboio tenha uma marcha progressiva! A Liga Desportiva de Maputo, na 7ª posição, e sem pressão, quer impor a terceira derrota aos “canarinhos” no seu terreno e manter-se em lugares confortáveis.

 

EJAITA, O MATADOR

Ejaita Efoni tem sido, por estas bandas, o marcador em serviço. Definitivamente, o avançado nigeriano é o “cara” da Associação Black Bulls (ABB) com um total de 10 golos em 11 jornadas disputadas. O “stricker”, de 21 anos, é responsável por 10 dos 29 golos marcados pelo actual líder do Moçambola-2021.

Logo na primeira jornada, na primeira vez dos “touros” no campeonato nacional da primeira divisão, fez o gosto ao pé ao marcar, aos 26 minutos, no duelo entre o Ferroviário de Nampula e a sua equipa. O jogo terminou com a vitória da ABB por 2-1.

O engodo pela baliza voltou a estar em evidência na segunda jornada, no Complexo Desportivo do Tchumene, quando bisou (marcou aos 42 e 58 minutos) na vitória dos “touros” na recepção da Associação Desportiva de Vilankulo (ADV).

Ficou em branco na 3ª jornada, ronda na qual a ABB arrancou uma vitória em Quelimane sobre o Matchedje de Mocuba, por 1-2.

Voltou a carga na ronda seguinte, ou seja, 4ª, marcando no empate entre a Black Bulls e Ferroviário de Maputo a uma bola. “Onfire” assinou o segundo “bis” no Moçambola na goleada imposta pelos “touros” à União Desportiva de Songo, por 1-4.

Sem, quiçá, a pressão e a dúvida se a sua estrela voltaria a fazer a diferença, a ABB bateu na 8ª jornada a Liga Desportiva de Maputo, por 2-1, por sinal, com um “bis” do nigeriano.

Mais um “bis”, na jornada 9, a reforçar o estatuto de melhor artilheiro da prova-mor do futebol indígena. Na 11ª jornada, marcou um dos tentos que ditaram o triunfo dos “touros” na recepção ao FC Lichinga, por 4-1.

Segue-se-lhe Dayo, avançado do Ferroviário da Beira que fez balançar a baliza dos guarda-redes adversários em oito ocasiões.

Melque, avançado da Associação Black Bulls, e Dje, do Ferroviário de Lichinga, contabilizam sete golos.

Hernani (Ferroviário de Maputo) e Dany (Ferroviário de Lichinga), com três golos sofridos, são os guarda-redes menos batidos da prova.

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