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Vitória com sabor amargo deixa Mambas fora da Cosafa

Quando o velho ditado que diz “em equipa que ganha não se muda” faz sentido, foi o que se viu na escolha dos mesmos jogadores que derrotaram Comores, para a segunda jornada do grupo B, da Cosafa 2018. Abel Xavier optou pelo mesmo onze, com apenas uma substituição: a passagem da braçadeira de Edmilson para Cremildo.

Moçambique entrou com intenções claras de vencer a partida, e logo nos primeiros minutos, Raúl fez um remate de longa distância, mas saiu ao lado.

Os Mambas eram a equipa mais esclarecida diante dos ilhéus e a pressão fez com que, num contra-ataque rápido, Luís Miquissone fosse rasteirado pelo guarda-redes contrário dentro da área. Grande penalidade muito bem cobrado pelo próprio Luís Miquissone, a passagem do minuto 11, que assim aumentava os golos marcados e se destacava como o melhor marcador da competição, agora com 4 golos.

A esta altura, a passagem do quarto de hora, os Mambas estavam apurados, em face do nulo que se verificava no embate entre Madagáscar e Comores.

Só dava Moçambique em campo, que pressionava a toda largura do terreno e obrigava o adversário a jogar encolhida no seu meio campo. Aliás, os Mambas ganhavam todas as segundas bolas, mesmo quando os ilhéus tentavam sair.

Luís Miquissone, Kamo Kamo e Dayo, os mais adiantados dos Mambas, eram também os mais perigosos para a defensiva das Seychelles.

Ao minuto 28, na ressaca de um mau alívio da defensiva das Seychelles, Kambala experimentou o seu forte remate, mas a bola passou ao lado.

Só mesmo na resposta a esse remate de Kambala é que as Seychelles chegaram a baliza de Franque, mas sem perigo.

A avalanche ofensiva dos Mambas obrigava os ilhéus a cometerem várias falhas e Moçambique só não aumentou o marcador porque Dayo, mesmo isolado, quando todos esperavam pelo fora-de-jogo, frente e frente com o guarda-redes contrário, não conseguiu bisar. Foi uma oportunidade soberana de marcar.

Depois foi Edmilson, aos 43 minutos, numa combinação com Luís Miquissone, a ter oportunidade de marcar, mas a rematar por cima.

O intervalo chegava com os Mambas a vencer a tangente, um resultado escasso em função do que fez nos primeiros 45 minutos, onde teve maior pendor ofensivo. Mas ainda assim, era um resultado

A essa altura, Madagáscar marcava diante das Comores e relegava os Mambas da fase seguinte da competição.

Mambas ainda mais fortes na segunda parte

No reatamento, os Mambas continuaram mais pressionantes e aos 47 minutos ainda introduziram a bola nas malhas de Dingwall, mas o árbitro do encontro já havia assinalado uma falta.

Na primeira vez que as Seychelles chegaram com algum perigo, fizeram o empate. Cruzamento da direita e Franque, batido, viu Tamboo restabelecer a igualdade e agudizar ainda mais o sofrimento dos moçambicanos de sonhar com os quartos-de-final.

Os Mambas acusaram o golo sofrido e, adicionado ao resultado do outro jogo, que continuava a dar vitória aos malgaxes, desconcentraram-se e permitiram um pequeno ascendente das Seychelles, que já controlava os acontecimentos ainda no meio campo. O domínio dos Mambas já começava a ser colocada em causa.

Mas não queria atirar a toalha ao chão. Afinal ainda faltava meia hora para o fim do jogo. Até que Dayo, à entrada da área, não hesitou para desferir um remate, que teve pronta intervenção do guarda-redes contrário. Aliás, Dayo e Kambala tentaram remates de longe, o que se exige num jogo em que a selecção domina a toda largura do terreno, mas não consegue penetrações para facturar.

Jeitoso volta a marcar de cabeça

Não satisfeito com o desenrolar dos acontecimentos, Abel Xavier decide fazer uma dupla substituição, com as entradas de Loló e Isac, para os lugares de Dayo e Cremildo.

Logo a seguir as substituições, os Mambas chegam ao golo aos 72 minutos, num livre cobrado por Edmilson para a cabeça de Jeitoso, que ajeitou para o fundo das malhas. A festa dos moçambicanos ainda não era completa, pois Madagáscar continuava a vencer e ainda nada valia a vitória, em termos de qualificação.

Isac, aos 84 minutos, ainda teve na cabeça o terceiro golo dos Mambas, mas após cruzamento da esquerda, cabeceou por cima.

Em tempo de compensação, Abel Xavier fez a última substituição na prova, garantindo a entrada de Neymar, que assim completou o lote dos jogadores levados para a prova que jogaram, ou seja, todos os 20 convocados para esta competição tiveram oportunidade de jogar no Cosafa 2018.

A vitória dos Mambas acabou sendo amarga, pois Madagáscar venceu as Comores pela margem mínima e assim garantiu passagem aos quartos-de-final, onde vai defrontar a selecção da África do Sul.

 

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