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Vinte e três jovens morrem após rituais de circuncisão na África do Sul

Foto: Notícias ao Minuto

No último mês de Novembro, 23 jovens sul-africanos perderam a vida na província de Eastern Cape, África do Sul, na sequência de rituais de circuncisão tradicionais que marcam a passagem da infância à idade adulta.

Em declarações a Efe, citado pela Lusa, o porta-voz do Departamento de Assuntos Tradicionais de Eastern Cape, Mamkeli Ngam, disse que os rituais tradicionais praticados naquela região são ilegais e apelou à colaboração dos pais e encarregados de educação para pôr fim a essas práticas.

Segundo explica a Lusa, o ritual é praticado em vários países, mas difere consoante a região, normalmente inclui a circuncisão dos adolescentes participantes, que depois devem sobreviver a céu aberto com outros iniciados e com os seus mentores sem atenção médica e apenas com comida e roupa.

Para além de os praticantes não receberem cuidados médicos, são sujeitos a não beber água, o que os leva à desidratação, que muitas das vezes tem causado a morte dos mesmos.

Na África do Sul, os jovens chegam a passar um mês ao ar livre e a temporada de iniciações ocorre duas vezes por ano, uma no verão e outra no inverno.

Embora estas cerimónias sejam por muitos consideradas parte essencial da cultura africana, as organizações de protecção da infância denunciam o tratamento “desumano” a que muitas vezes os jovens são sujeitos para serem respeitados como adultos na sua comunidade.

Em 2020 os rituais deixaram 14 mortos no mesmo período, o número mais baixo dos últimos anos, mas as autoridades estimam que a pandemia de COVID-19 tenha provocado uma redução da participação.

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