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Veteranos da luta armada devem contribuir no combate ao terrorismo

O Ministro dos Combatentes defende que os veteranos da luta armada de libertação nacional devem dar o seu saber para estancar o terrorismo que se vive na província de Cabo Delgado. Carlos Siliya disse ainda que a educação dos jovens é fundamental neste momento. O ministro dos combatentes falava em Quelimane, onde vai participar das cerimónias centrais do dia 7 de Setembro, próxima segunda-feira.

“Os combatentes da luta armada devem educar a nova geração por forma a compreenderem que eles têm a missão de defender a pátria que neste momento está a ser atacada por terrorismo no norte de Moçambique, mais concretamente na província de Cabo Delgado”, disse o ministro.

Os veteranos da luta armada abordados pelo nosso jornal dizem que estão prontos para dar o seu saber à juventude. Estes defendem a unidade nacional como a principal arma para alcançar a paz. “Com a unidade nacional, conseguimos derrotar o inimigo na era colonial. Como sabem, os malfeitores infiltram-se nas comunidades, fazem-se de residentes enquanto são insurgentes. Fazem reconhecimento de tudo e depois tomam as suas incursões contra o povo”, disse. Também a que criticar alguns elementos das nossas forças que preferem se entregar, Eduardo Mauáua, veterano da luta de libertação nacional, não poupou críticas àqueles elementos das Forças Armadas que se entregam aos terroristas, alegando que pagam melhor do que Governo: “isso não pode acontecer porque o povo está e primeiro lugar”, disse

Este ano, o dia da 7 de Setembro, dia da vitória, assinala-se sob o lema “Combatente firme na promoção do patriotismo e o desenvolvimento”. O lema escolhido, segundo o ministro, tem que ver com a actual situação de insurgência na província nortenha de Cabo delgado.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, é aguardado na Zambézia na próxima segunda-feira, para orientar as cerimónias centrais das comemorações do dia dos Acordos de Lusaka. Por ocasião da data, Nyusi irá condecorar 25 veteranos da luta de libertação nacional. A cerimónia terá réplica nas restantes províncias, onde cada Secretário de Estado de província irá condecorar cerca de 100 combatentes.

uanto às atribuições de pensões que os combatentes têm direito, Carlos Siliya fez saber que o processo de registo dos veteranos da luta de libertação nacional para atribuição das pensões já está encerrado.

“Todos os veteranos têm pensões fixadas no país. Neste momento, o processo de registo em curso é para os combatentes da defesa da soberania e integridade territorial, mas somente para aqueles que estão abrangidos no processo dos Acordos Geral da Paz. Espera-se que até ao fim do quinquénio o registo destes termine”, disse o ministro adiantando que as pensões para desmobilizados de guerra são tratados no ministério da defesa nacional.

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