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Verdade desportiva, por onde andas?

Jogos adiados, equipas a permanecerem horas a fio sem informação nos aeroportos, para depois chegarem sem tempo para o repouso; treinadores indignados face a dificuldades dos seus pupilos renderem próximo das expectativas; razões, mais para comentários desabonatórios do que o inverso; polémica face ao que acontece fora e não dentro das quatro linhas, não abonam, de forma alguma, para a verdade desportiva da 1.a volta do Moçambola ZAP, que apesar de ter já atingido a ronda “da viragem” ainda tem jogos para acertar o calendário.

Cada vez mais vem ao de cima que os poderosos – em finanças, mística e organização – se vão impor e “alagar o fosso” entre os três níveis que se impõem na maior prova futebolística nacional: os que almejam o título; os que se pretendem situar, “tranquilamente” a meio da tabela e os que terão que lutar, até ao fim, para não descerem.

Liga intermitente

Na ronda de fecho da primeira volta, a grande surpresa foi a derrota em casa e com cheiro a goleada da Liga Desportiva frente ao ENH, por três tentos sem resposta. Impensável, sobretudo pela clara subida de produção nos últimos jogos dos pupilos de Razaque, contrariando a máxima de que cada um, em sua casa, é rei! Liga-desliga-liga, têm sido a carreira imprevisível e intermitente desta turma.

Também inesperada, mas longe do escândalo, foi a derrota do líder Songo na deslocação a Nacala para defrontar o Ferroviário local. Um aviso para todas as turmas que para lá ainda se têm que deslocar. Os restantes desfechos não fugiram muito ao que se previa, embora se possa registar que no regresso à competição interna, os 4-0 com que o campeão nacional brindou os fervorosos adeptos do Chiveve, diante do Macuácua, dêem um acento tónico à época “de dois focos” com que os “locomotivas” da Beira estão confrontados.

Discrição, empenho e isenção, têm caracterizado de forma genérica a actuação dos homens e mulheres do apito e da bandeirola. E se não têm merecido “manchetes” é porque estão num caminho que se anseia seguido na decisiva etapa.

Mais emoção para a 2.a volta

Com os claros e visíveis avanços da nossa companhia de bandeira – LAM – é de prever que as condições gerais de “voabilidade” melhorem e se possa realizar uma 2.a volta com menos percalços. O que irá acontecer quanto aos atletas? As opiniões, de uma forma geral, apontam para uma melhoria no rendimento pós-repouso activo, pois os treinos e ajustes às ideias e filosofias dos técnicos, são sempre necessários. Enfoque particular vai para as turmas que mudaram de treinador nas últimas rondas, como são o Chibuto, Chingale e Textáfrica.

O reatamento vai ter, como cabeça-de-cartaz, os jogos Liga-Costa do Sol e Ferroviário de Maputo-Maxaquene, partidas que poderão representar – ou não – o princípio do fim dos sonhos dos mais atrasados na pauta classificativa. O Ferroviário da Beira, em função da maneira como se poderá reforçar e continuar firme nos dois jogos que tem em atraso, tudo indica que reúne condições para uma temporada histórica. Tem agora 20 pontos, podendo fechar o ciclo com 26, menos quatro que o líder. Não defraudar na Liga dos Campeões e renovar o título nacional projectariam a turma para uma época de sonho… para replicar no ano que se segue!

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