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Vendedores queixam-se de falta de segurança no Mercado do Zimpeto

Comerciantes que desenvolvem a sua actividade no Mercado Grossista do Zimpeto reclamam da falta de segurança no local e dizem que semanalmente são vítimas de roubos. Segundo revelaram à nossa equipa, os malfeitores invadem o recinto na calada da noite, desamarram e rasgam as lonas onde os produtos são guardados.

Cecília Duarte, vendedeira no mercado há mais de cinco anos, relata que só neste mês foi roubada duas vezes. “Na sexta-feira, roubaram-me 10 sacos e, na segunda-feira da semana passada, os ladrões levaram dois sacos. O roubo dos 12 sacos deu-me um prejuízo de cerca de três mil meticais, o preço do saco de cebola varria de 250 a 280 meticais”, contou a vendedeira.

Carolina, também vendedeira no mercado grossista, é outra vítima da acção dos malfeitores. Na manhã de ontem, constatou que cinco sacos de cebola haviam desaparecido da sua banca. “Estou cansada destes roubos. Dói-me muito chegar e ver que o meu produto foi levado. A situação está mal. Já não aguentamos”, lamentou Carolina.

Os comerciantes afirmam que pagam uma taxa diária de 100 meticais para segurança, por isso, estão indignados com a passividade da administração. “A administração do mercado não está a resolver o problema. Fui reportar que fui vítima de roubo, não foi a primeira vez. Novamente, mandaram-me voltar e aguardar”, disse a vendedeira.

A administradora do Mercado Grossista do Zimpeto, Maria Isabel Chombene, diz que tem conhecimento do fenómeno, mas remete a resolução destes casos à Polícia Municipal e à Polícia da República de Moçambique (PRM) afectas ao recinto.

Refira-se que os vendedores de cebola e batata são os que mais reclamam dos furtos. Entretanto, alguns comerciantes temem represálias e não denunciam os casos. O Mercado Grossista do Zimpeto alberga mais de dois mil vendedores formais.

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