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Vendedores do Mercado Central contestam venda de “Calamidade” na Zedequias Manganhela

Foto: O País

Os vendedores do Mercado Central de Maputo abandonaram as actividades, hoje, para impedir a realização de uma feira de venda de roupa usada, na avenida Zedequias Manganhela, imediações daquele mercado. O grupo, revoltado, alega que os feirantes dispersam clientes.

Um ambiente de agitação foi registado na manhã desta sexta-feira, junto ao Mercado Central de Maputo, do lado da Avenida Zedequias Manganhela, onde a edilidade autorizou a realização da feira de venda de roupa usada.

A feira, que decorria uma vez por mês, passou a ser semanal desde a passada sexta-feira, o que não agradou aos vendedores do Mercado Central de Maputo, alegadamente porque o seu negócio ficará prejudicado com a falta de clientes.

Para evitar tal situação, um grupo de vendedores decidiu paralisar as vendas e manifestar-se contra a realização da feira do lado de fora.

“Aqui, no Mercado Central, não entram clientes por causa desta feira. Somos obrigados a pagar bilhetes diariamente e, quando acontece a feira, morremos de fome”, disse Emília Cuna, vendedeira.

Houve conversações no sentido de persuadir os vendedores do Mercado Central de Maputo a pararem com as manifestações e fazê-los perceber que o seu negócio e o que é praticado do lado de fora são completamente diferentes, mas não houve entendimento. Durante algumas horas, o ambiente manteve-se tenso, e os comerciantes estavam irredutíveis.

Sobre a confusão, a Comissão dos Vendedores do Mercado Central explicou ao jornal “O País” que, no passado, tentou fazer perceber ao Conselho Municipal de Maputo que a feira, ora contestada, não pode realizar-se junto ao Mercado Central.

“Submetemos várias sugestões na tentativa de serem retirados para outro local, mas não aceitam. Nós pedimos que estivessem do outro lado do mercado, mas não há consenso”, referiu.

Por sua vez, os feirantes também não mostraram disponibilidade para abandonar o local, porque, segundo explicaram, pagam taxas à edilidade. “O Conselho Municipal cobrou-nos uma taxa de cem Meticais para a ocupação do espaço”, disse um dos vendedores.

Já o porta-voz da Polícia Municipal, Mateus Cuna, diz que o lugar contestado pelos vendedores do Mercado Central é ideal para a venda de roupa sob o ponto de vista de mobilidade. “Há luz deste plano, está prevista uma organização do sector informal e não o combate”, reiterou.

O Município de Maputo está aberto para o diálogo, com as partes desavindas, de modo a encontrar-se uma saída.

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