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Vale avança com compra de participações da Mitsui

A empresa mineira Vale assinou nesta quarta-feira um acordo para a aquisição das participações da firma japonesa Mitsui na mina de carvão de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala (CLN). O memorando de entendimento é o primeiro passo para a saída da Mitsui do negócio de carvão.

Segundo o comunicado de imprensa da Vale, trata-se também “do primeiro passo para o desinvestimento da Vale no negócio de carvão”.

“A transação está em linha com o foco da empresa em dar prioridade aos seus principais negócios e à sua agenda ESG (Estratégia, Social e Governamental), empenhada em tornar-se carbono neutro até 2050 e em reduzir 33% de suas emissões até 2030”, refere uma nota da empresa.

O acordo estabelece os principais termos para a aquisição pela Vale da totalidade das participações da Mitsui – 15% na mina de Moatize, juntamente com 50% de participação e todos os outros créditos minoritários que a Mitsui detém na CLN, aponta o documento.

O memorando de entendimento (HoA – Heads of Agreement) prevê que a Vale compre, por um dólar americano, a participação em cada um dos activos de mina e logística de titularidade da Mitsui. O objectivo das partes é que a saída da Mitsui possa ser concluída durante o ano 2021.

“Após o encerramento da transação, a Vale consolidará as entidades da CLN e, portanto, todos os seus activos e passivos, incluindo o Project Finance do Corredor de Nacala, que tem cerca de 2,5 biliões de dólares de saldo remanescente”, indica o comunicado de imprensa.

A conclusão do negócio e a saída da Mitsui está sujeito à execução do contrato definitivo e a condições precedentes usuais neste tipo de transação.

“A consolidação do Project Finance implicará aproximadamente 300 milhões de dólares por ano em despesas operacionais na mina de Moatize, associadas à tarifa do CLN”, sublinha a nota.

Importa lembrar que ao longo dos últimos 15 anos, a Vale tem actuado em parceria com os governos de Moçambique e Malawi, na implantação da mina de Moatize e dos 912 km do CLN.

“A Vale continuará a suportar o ramp-up do projecto e manterá todos os seus compromissos com a sociedade e os stakeholders, incluindo obrigações já assumidas quanto a direitos trabalhistas e reassentamentos”, compromete-se a empresa mineira brasileira.

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