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Vai levar algum tempo para o país receber a nova vacina contra malária, diz MISAU

Foto: O País

O ministro da Saúde disse que vai levar algum tempo para Moçambique aderir à vacina contra a malária, anunciada semana passada pela Organização Mundial da Saúde, devido a etapas e procedimentos exigidos para o efeito. Armindo Tiago falava hoje, em Maputo, na abertura da décima segunda Reunião do Programa Nacional de Controlo da Malária.

Até Julho do ano em curso, Moçambique registou seis milhões de casos de malária, número que representa uma redução em 15%, quando comparado com os casos registados em igual período do ano passado. Os mais afectados são crianças menores de cinco anos de idade e mulheres grávidas.

Em relação às mortes, houve registo de 291  até Julho de 2021, contra 384 ocorridas no ano de 2020.

Mesmo com os números a indicarem para a redução, o titular da pasta da Saúde, Armindo Tiago, diz que persistem desafios no combate à malária. Contudo, Tiago assegura que os esforços para eliminar a malária devem continuar e garante que o país vai aderir para receber a vacina RTS,S, recentemente anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomendou aos países para uso em campanhas de vacinação.

“Moçambique e todos os outros países que têm malária endémica têm alta transmissão da doença; o que vai acontecer é uma vez acertada a posição da Aliança Global das Vacinas (GAVI), os países devem incluir no seu plano de vacinação a vacina contra a malária. O país faz a quantificação e submete essas necessidades à GAVI que, por sua vez, deverá disponibilizar os imunizantes. Quero já salientar que experiências anteriores indicam que este processo poderá levar até um ano para que a vacina possa estar disponível no país”.

Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável orientam para a eliminação da epidemia da  malária no mundo, incluindo em Moçambique, até 2030. Mas, a pandemia da COVID-19 pode afectar o alcance dessa meta em Moçambique, segundo fez saber Armindo Tiago.

“Os nossos esforços de combate à malária têm sido, como de outras doenças, prejudicados pela pandemia da COVID-19, não só pelas restrições que esta impõe, mas, sobretudo, por nos obrigar a desviar importantes recursos humanos, materiais e financeiros para fazermos face a essa emergência global e garantir, por outro lado, a continuidade de serviços. Os preços dos produtos de malária também tendem a subir no mercado internacional”.

O Ministério da Saúde reconheceu e galardoou, esta segunda-feira, 24 entidades e personalidades que dão o seu contributo no combate à malária no país e uma dessas personalidades é o Bispo Emérito da Diocese dos Libombos, Dom Dinis Sengulane, que salientou que o galardão serve de impulso para continuar firme na sua contribuição para eliminação dessa doença no nosso país.

“Enquanto a malária continuar a fazer vítimas, não temos outra solução senão sermos ruidosos e entrar naquelas acções que são bem divulgadas pelo Ministério da Saúde e ter a certeza de que esta doença pode ser eliminada”.

A cidade de Maputo acolhe, desde esta segunda-feira até à próxima quarta-feira, a décima segunda Reunião do Programa Nacional de Controlo da Malária, que visa, entre outros objectivos, avaliar os desafios e traçar novas estratégias de luta contra a doença. Participam do encontro vários peritos nacionais e parceiros de cooperação no programa de controlo da malária.

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