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Vacinação contra COVID-19 marcada pela fraca afluência de transportadores em Sofala

Os transportadores de passageiros em Sofala não têm aderido à vacinação massiva contra a COVID-19. No entanto, fora desse grupo, o processo tem decorrido sem sobressaltos, sendo que já foram vacinadas cerca de 68 mil pessoas das 100 mil previstas.

Os motoristas e cobradores dos transportadores semi-colectivos de passageiros, vulgo “chapa-100”, são os que menos presença marcam no processo de imunização na província de Sofala, facto que está a preocupar o sector de Saúde, tendo em conta que este grupo entra em contacto diariamente com dezenas de pessoas.

“Na primeira semana de vacinação, apareceu, nos postos criados em toda a província de Sofala, um número bastante reduzido dos motoristas e cobradores dos transportes semi-colectivos de passageiros. Estamos preocupados, porque, como se sabe, eles se movimentam diariamente para vários cantos do país e, ao mesmo tempo, entram em contacto com várias pessoas”, afirmou Fino Massalambana, director provincial de Saúde em Sofala.

Fino Massalambana considera que “é um grupo merecedor de toda a atenção para evitar o alastramento da doença. Infelizmente, eles não estão a colaborar e já estamos em contacto com o sector dos Transportes e Comunicação, assim como com todas as associações ligadas aos transportadores para mobilizarem este grupo para o processo”.

 

TRANSPORTADORES ATIRAM CULPA À FALTA DE COMUNICAÇÃO     

Entrevistados pelo “O País”, os motoristas referiram que a deficiente comunicação entre si e a Associação dos Transportadores pode estar a contribuir para o atraso do processo e outros indicaram a falta de informação concisa sobre a vacinação.

Lemone Matsinhe, um dos chapeiros, afirmou que, na passada terça-feira, três dias depois de a Associação dos Transportadores de Sofala ter entregado a lista dos seus associados aos postos de vacinação, dirigiu-se ao local indicado, mas o seu nome não constava da lista.

“Infelizmente, não vacinei e as autoridades de Saúde orientaram-me a entrar em contacto com a associação. Já o fiz e estou a aguardar pela minha vez. Acho que a comunicação entre nós, os motoristas e cobradores, a associação e Saúde deve ser melhorada. Todos queremos vacinar, mas a falta de informação concisa e a rede de desinformação estão a interferir no processo”, apontou Matsinhe.

A solução encontrada pelo sector da Saúde passa pela criação de equipas móveis de vacinação, que começaram a ser movimentadas esta quinta-feira.

Esta fase de vacinação, que prioriza pessoas com 50 ou mais anos de idade, motoristas de “chapas-100”, cobradores, professores e outros funcionários públicos não abrangidos na primeira fase, deverá terminar no dia 18 do corrente mês, e o sector de Saúde em Sofala acredita que as metas serão alcançadas.

Os dados da COVID-19 em Sofala são animadores, pois, nos últimos cinco dias, o número de novos infectados baixou consideravelmente. Desde que a doença eclodiu naquele ponto do país, em Maio do ano passado, já matou mais de 60 pessoas e, neste momento, estão internadas 14 pacientes.

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