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Utentes agastados com morosidade nos serviços de identificação civil

Utentes dizem que os serviços de identificação civil não estão preparados para retomar as actividades em meio a COVID-19. Em causa está a morosidade no atendimento, que entendem resultar em aglomerações.

 

Demora, Cansaço, insatisfação e reclamações. “Não vale a pena”, desabafava um dos utentes que o encontramos na Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC), na Cidade de Maputo, visivelmente agastado, porém, nada mais podia fazer senão aguardar.

Encontramos também Admina Come, que das 09h00 às 12h00 aguardava pelo atendimento.

“Enquanto permanecemos na fila, vemos pessoas que só chegam, entram, são atendidas e saem”, lamenta.

Em meio a situação que agasta os utentes, a COVID-19 mostra-se uma verdadeira ameaça, porquanto, segundo contam os entrevistados, dada a demora no atendimento, as pessoas vao se aglomerando. Por isso, nem mais.

“Não estão preparados para a retoma”, defende a utente Laurinda Well, secundada por outro utente, Omar Manjeira, que diz que “deviam organizar melhor os serviços”.

A Direcção de Identificação Civil organizou-se para a prevenção da COVID-19. Na DIC da avenida 24 de Julho, na Cidade de Maputo, foram montados baldes de água e sabão, pano com álcool para a desinfecção dos pés, entretanto foi possível ver pessoas que passavam sem cumprir com o “ritual” da prevenção.

Quanto a demora no atendimento, o porta-voz, Alberto Sumbana, explica que “Cada utente, na máquina tem entre 10 e 15 minutos para a recolha de dados. Isso, para os outros, pode parecer que se está a demorar, mas não é verdade”.

Verdade ou não, os utentes estão insatisfeitos. O mesmo não se pode dizer dos que buscam Documentos de Identificação para os Residentes Estrangeiros (DIRE) no Serviço Nacional de Migração (SENAMI).

“Estou satisfeita. O distanciamento físico e a qualidade no atendimento valem a pena”, avança Salma Mahomed, utente que ia à busca de informações sobre DIRE para seus familiares.

Porém, o número de utentes no SENAMI reduziu bastante. A média diária era de 200 pessoas antes da COVID-19, que iam tratar DIRE. Agora, 10 por cento destes é que vão ao SENAMI.

“Penso que nos próximos dias haverá um aumento até que se volte à normalidade”, diz Felizardo Jamaca, que alerta, entretanto, que se o número de utentes for muito elevado, o SENAMI vai limitar o número de utentes por dia.

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