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Unidade nacional – o condimento para vencer a guerra de hoje

Adolescentes e jovens de ontem, idosos de hoje. O tempo era de luta armada para a libertação dos homens e do território e responderam prontamente ao chamamento, tendo valido muito o espírito de unidade nacional para o sucesso naquela luta.

Américo Dubiane fez parte dos 100 combatentes da luta de libertação nacional condecorados hoje em Nampula. Tinha 13 anos quando entrou para a luta: “na altura a guerra estava muito intensa. Fomos chamados para libertarmos o país”.

Com 17 anos de idade, Joaquina Lálue e demais colegas tiveram nas fileiras da luta armada. Muitos tombaram em batalha, ela escapou. Hoje assiste a outras formas de desestabilização do país, com ataques no centro e norte. Ao seu ver, a fórmula para o sucesso deve ser a mesma: “precisamos de nos unirmos, estarmos bem firmes para vencermos esta guerra”.

Uma guerra contra o terrorismo que hoje apresenta-se bem mais diferente das guerras para a libertação colonial, assim como a civil. Para Américo Tavile, outro combatente condecorado, entende que “temos que estar mais unidos e usarmos a experiência que tivemos durante a luta armada de libertação nacional para que esses inimigos não se infiltrem nas nossas forças (de defesa e segurança)”.

A província de Nampula está cada vez mais a receber pessoas que fogem do terrorismo na vizinha província de Cabo Delgado. “Nampula conta hoje com cerca de 19819 deslocados provenientes da província de Cabo Delgado. Nampula conta hoje com cerca de 10817 crianças deslocadas que precisam do nosso apoio. Nampula conta hoje com cerca 5111 mulheres adultas precisando do nosso amparo”, anunciou Mety Gondola, secretário de Estado da província de Nampula que falava na cerimónia de condecoração dos combatentes da luta de libertação nacional.

Nampula sempre foi um ponto importante na história do país. A credita-se que terá sido aqui na actual Academia Militar Marechal Samora Moisés Machel onde em 1970, Kaúlza de Arriaga desenhou e coordenou a Operação Nó Górdio, que visava derrotar a Frelimo, eliminando o avanço da frente de Mueda. Entretanto, a determinação destes guerrilheiros deitou a baixo esse plano, até que em 1974 o Governo português reconheceu o direito à independência e auto-determinação do povo moçambicano.

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