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Uma votação calma, ordeira e bem organizada

Os angolanos foram hoje escolher o Presidente da República e os 220 deputados da Assembleia Nacional. As Assembleias de Voto abriram pontualmente as 7 horas da manhã e encerraram as 18 horas. O processo decorreu sem registo de qualquer incidente de grande destaque e muito bem organizado.

Nas várias Assembleias de Voto visitadas pela nossa equipa de reportagem não foram registados enchentes e segundo os presidentes das Mesas de Voto a afluência era boa, pois de uma média de 450 eleitores inscritos em cada uma das mesas, pelo menos uma média de 350 a 370 haviam comparecido para votar, o que é visto pelos agentes eleitorais como positivo.

A informatização do Recenseamento Eleitoral pode ter sido a chave do sucesso na organização das eleições gerais angolanas, mas também o número reduzido de eleitores alocados a cada Mesa de Voto. É que para além dos Membros das Mesas de Voto cada Assembleia contava com uma equipa que assistia os eleitores à chegada, munidos de tablets e pequenas impressoras através dos quais os agentes verificavam se os cartões dos eleitores pertenciam àquela assembleia e se o eleitor está habitado a votar ou não. Caso não pertencesse aquela assembleia, nos tablets conseguiam identificar a localização exacta do local onde o mesmo deveria votar. Os inscritos na respectiva assembleia indicavam a mesa e passavam uma senha que comprova a sua inscrição. Esta organização permitiu que os eleitores levassem em média cinco minutos nos locais de votação.

Candidatos pediram afluência dos eleitores

O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, foi logo às 8h30 exercer o seu direito de voto numa Assembleia de Voto instalada no centro de Luanda. Acompanhado pela esposa, o Chefe de Estado cumpriu todos os procedimentos exigidos e depois foi cumprimentar os antigos presidentes que ele convidou para observarem as eleições. José Eduardo dos Santos não quis prestar declarações à imprensa.

João Lourenço candidato do MPLA para suceder José Eduardo dos Santos igualmente votou no centro de Luanda. O candidato que estava acompanhado pela esposa também cumpriu o ritual do processo de votação. No final falou à imprensa convidando os angolanos para que quanto mais cedo possível exercessem o direito de votar e disse que haveria de passar o dia com a sua família e no fim do dia juntar-se-ia aos seus camaradas na sede do seu partido para acompanhar a contagem dos votos.

O candidato da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, foi outro candidato que votou no centro de Luanda. O candidato que espera reafirmar-se como alternativa aos partidos históricos angolanos e com uma mensagem que cativa a juventude está confiante no resultado e pediu aos eleitores para irem às urnas porque só assim poderiam mudar o rumo que o país está a tomar em que é potencialmente rico mas com a maioria da população pobre.

O candidato da UNITA votou nos arredores de Luanda e também congratulou-se pela normalidade com que o processo estava a decorrer e tal como os outros pediu aos eleitores para que não deixassem de exercer o direito de votar na última hora.

O Presidente da Comissão Nacional Eleitoral, André Silva Neto, disse que dados vindos de todo o território angolano indicavam que o processo iniciou e terminou à hora marcada e tinha decorrido sem sobressaltos, apesar de ter havido algum problema relacionado com a acreditação de alguns delegados de candidaturas. É que em sessão do órgão realizado na noite de terça-feira, a CNE tomou algumas decisões que facilitassem o processo e só chegou aos Presidentes das Assembleias de Voto tardiamente mas que estava a acompanhar o processo para que tal não criasse perturbações no decurso do processo.

 

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