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Um país sem árbitros internacionais de basquetebol?

A divulgação, há dias, de 16 dos 18 árbitros que irão apitar o Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, competição a realizar-se de 16 a 27 de Setembro, em Yaoundé, Camarões, não deixa margem para dúvidas: Moçambique está na periferia da modalidade neste capítulo.

É que, mais uma vez, a FIBA-África excluiu os internacionais árbitros moçambicanos das provas sob a sua égide, uma situação que já se prolonga há dois anos.

Com o refrescamento realizado em Março, os árbitros internacionais Edmilson Lopes (Beira), Maria Liliana (Chimoio), António Englesse e Nilton Macamo viram as suas carteiras renovadas até 31 de Agosto de 2023. Carlota Churame obteve, pela primeira vez, a carteira de árbitro internacional de basquetebol.

Já os comissários Guidion Matsinhe e Carla Massunda elevaram os seus conhecimentos ao renovar as respectivas carteiras, mas deparam-se com o mesmo problema: falta de nomeação para competições da FIBA-África.

Os árbitros internacionais não têm tido espaço até mesmo para competições dos escalões de formação, neste caso “Afrobasket” sub-16 e 18.

Aliás, esta nova geração de árbitros tarda em aparecer em eventos que se lhes permitam ganhar tarimba internacional e poderem crescer.

Edmilson Lopes, da Beira, foi chamado a intervir pela última vez numa competição internacional em Dezembro de 2019 como árbitro-acompanhante do Ferroviário de Maputo na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos, prova havida no Cairo, Egipto.

Mais do mesmo com o compatriota António Engless. A sua última aparição em eventos internacionais foi há dois anos na primeira janela da zona VI de apuramento ao Mundial, junto ao compatriota Nilton Macamo.

O último árbitro internacional moçambicano com nomeações para competições da FIBA-África foi Artur César de Castro Bandeira, ele que deixou de dirigir ao nível internacional devido à idade: 50 anos.

Bandeira foi dos juízes acompanhantes designados pela FIBA-África para apitar o Campeonato de Africano de Basquetebol Feminino (Afrobasket-2017), prova realizada em Bamako, no Mali.
Bandeira esteve presente, em 2015, no “Afrobasket” de Yaoundé, nos Camarões, prova na qual a selecção nacional de basquetebol sénior feminino ocupou a sexta posição.
O árbitro internacional apitou ainda jogos do “Afrobasket” de Antananarivo, no Madagáscar, em 2009; Mali, em 2011; e Maputo, em 2013.

Experimentado, Bandeira foi indigitado também para apitar jogos do grupo “D” da Afro Liga de Basquetebol, no Madagáscar.

Mas, há mais provas: por indicação da FIBA-MUNDO, apitou partidas do grupo “F” da quarta janela de qualificação da zona africana para o Campeonato do Mundo da China-2019, em Lagos, Nigéria, assim jogos do grupo “C” da terceira janela das eliminatórias para o Mundial, no Cairo, Egipto.

Com uma folha de serviço formidável, o retirado Abreu Muhimua é o expoente da arbitragem no basquetebol. É verdade: já dirigiu duas edições dos Jogos Olímpicos (Atenas, 2024, e Beijing, em 2008), assim como o Mundial do Japão, em 2006.

Muhimua apitou várias finais dos “Afrobaskets” masculino e feminino, Taça dos Clubes Campeões Africanos e esteve, igualmente, presente na Taça Diamante.

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