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Um em cada 10 adolescentes teve depressão devido à COVID-19 no país

Um em cada 10 adolescentes sofreu de depressão ou ansiedade devido aos efeitos sociais e económicos causados pela COVID-19, com destaque para o encerramento das escolas. Esta informação consta de um estudo levado a cabo em três distritos da província de Nampula, onde foram abrangidas 160 escolas, 1300 alunos e 350 educadores.

O estudo, que foi apresentado esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, foi desenvolvido pelo Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares (IFPRI), como parte da avaliação do projecto “Juntos Educando Crianças”, que está a ser implementado pela Visão Mundial-Moçambique, visando melhoria da qualidade de ensino.

A pesquisa refere que, com a suspensão das aulas presenciais, por causa das restrições impostas para mitigar a COVID-19, os alunos estiveram mais vulneráveis a várias situações, como uniões prematuras, gravidezes precoces, trabalho infantil, violência física e sexual.

“De facto, os dados mostram que há uma percentagem relativamente alta, pelo menos 10% de crianças estão a sofrer, de certa maneira, destes problemas de ansiedade e depressão”, concluiu Carlos Lauchande, pesquisador que participou na elaboração do referido estudo.

Os dados da pesquisa da Visão Mundial foram recolhidos nos distritos de Muecate e Nacaroa, onde foram abrangidas 160 escolas, e Murrupula, onde foram alcançados 15 estabelecimentos de ensino.

Arlinda Chaquisse, directora nacional de Nutrição e Saúde Escolar no Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), refere que o problema não atingiu apenas as escolas daqueles três distritos da província de Nampula, senão todo o país, e já há acções em curso para reverter a situação, como “as estratégias ligadas à implementação do lanche escolar, apoio psicossocial e distribuição do material de prevenção da COVID-19”.

A pesquisa recomenda o uso dum ensino e aprendizagem à distância com recurso à televisão, rádio e outras Tecnologias de Informação e Comunicação, como estratégias para mitigar os efeitos negativos sobre a saúde mental dos alunos, em situação de interrupção das aulas presenciais.

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