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Ulica retrata os “Habitantes da madeira” em exposição

Num total de 28 peças, Ulica construiu uma exposição de pintura, a qual está patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo. Pintada com base em acrílico e caneta sobre madeira, a obra da artista moçambicana procurou revitalizar o que para muitos era dado como lixo. Assim, foi à praia da Macaneta, no distrito de Marracuene, recolher restos de barcos em madeira. Depois disso, Ulica procurou conhecer e envolver com cada habitante da madeira encontrada.

A pintura da exposição obedeceu a estrutura dos objectos, em alguns casos, usando as cores que já lá estavam. “Foi esse o conceito para encontrar esses habitantes, que, no fundo já estavam nas madeiras encontradas na praia. Na verdade, trouxe-os para que as pessoas pudessem ver esses habitantes que eu já os via”, afirmou Ulica, esclarecendo que, quando preparou a exposição foi a pensar nela mesma, mas depois percebeu a actualidade ali existente.

“Habitantes da madeira” é, na verdade, uma reutilização de materiais, uma reciclagem feita com intenção de incentivar mais pessoas a darem importância aos objectos que, aparentemente, não têm valor. Ainda assim, Ulica não se preocupou em ser uma artista ambientalista, mesmo porque, frisa, o processo foi muito pessoal, num momento de descoberta, afinal esta é a primeira exposição da engenheira civil.

O processo de exposição de Ulica começou há um ano, tendo contado com o impulso de Filipe Branquinho e Pablo Ribeiro.

Ulica nasceu em Luanda, capital de Angola, e veio a Moçambique, onde adquiriu a nacionalidade, aos 2 anos de idade. A sua exposição primeira exposição individual estará patente no Franco até 12 de Outubro. 

 

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