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UE tem € 9 milhões para eleições gerais de Outubro de 2019

A União Europeia (UE) está a preparar quase nove milhões de euros, para financiar as próximas eleições gerais. O dinheiro, entre outros, vai para capacitação e troca de experiências garantiu o embaixador da UE acreditado no país.

É a 15 de Outubro que o país volta a decidir (naquelas que são as 6 eleições gerais e provinciais), sobre quem dirigirá os destinos dos cerca de 28 milhões de moçambicanos. E como nada deverá sair dos “caris”, já se pensa no dinheiro a ser utilizado durante o processo.    

É pelo menos neste fase que a União Europeia (UE) está, tendo em conta que já tem em manga cerca de nove milhões de euros (o equivalente a 622.899.000 MT), para cobrir uma parte dos custos do processo.

Indo ao detalhe, o valor deverá servir para “apoiar na capacitação, em termos de troca de experiência entre o país e a União Europeia, e também ira contribuir para a materialização do processo de revisão da legislação eleitoral, que já devia ter sido aprovada” explicou, o Embaixador da união Europeia acreditado em Moçambique, António Sanches-Benedito Gaspar.    

O embaixador falava depois de uma visita a Assembleia da Republica na qual abordou sobre diversas questões. Na mesma ocasião, a presidente Assembleia da República, Verónica Macamo, explicou de que forma a União Europeia esta a ajudar no processo de revisão da lei eleitoral.

De acordo com a presidente da Assembleia da Republica, a União Europeia aceitou que as comissões de especialidade fossem há alguns países europeus “para buscar os melhores modelos, e adequa-los ao contexto nacional”.

A presidente da “casa do povo” disse ainda na sua intervenção, que esta satisfeita com a ajuda que tem recebido da União Europeia, e espera que as relações permaneçam numa tendência crescente.

Durante a visita que efectuou a Assembleia da República, o embaixador da União Europeia foi confrontado com a questão ligada a situação de Cabo Delgado. Em resposta, o embaixador disse que a união Europeia esta atenta a situação no norte do país.

Prova disso, é que a UE disponibilizou em Outubro deste ano, um valor a rondar os 50 milhões dólares, para a efectivação do famoso DDR, que significa Desmilitarização, desmobilização e reintegração dos guerrilheiros da Renamo.

A UE diz que é preciso terminar o processo DDR com um acordo “ainda mais inclusivo, e mais sustentável” para evitar que a situação permaneça ou que se multiplique um pouco por todo o país.

Um outro assunto abordado na ocasião está ligado aos conhecidos por “coletes amarelos” que tem vindo a ganhar preponderância nos últimos tempos, tendo na última manifestação realizada, causado uma destruição que ascende aos 4 milhões de euros, de acordo com as autoridades locais citadas pela Euro News.

“A União Europeia não tem uma posição particular, porque acontece num país da UE” disse António Sanches-Benedito Gaspar, quando questionado sobre qual era a posição da instituição a que representa sobre os “coletes amarelos”.

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