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Turismo em agonia, mas sem despedir em massa

O sector de Turismo vive o pior momento em Nampula. Os hotéis, na cidade, andam com uma taxa de ocupação média que não supera 10%. Mesmo assim, há poucos despedimentos de trabalhadores.

A natureza deu uma grande maravilha à Ilha de Moçambique que geralmente é fonte de inspiração e lazer para nacionais e estrangeiros, fazendo do turismo a principal base económica naquele que é considerado um dos destinos de eleição no país. Mas a pandemia da COVID-19 está a impor uma crise sem precedentes.

Nos últimos dois meses, 852 turistas escalaram aquele ponto, dos quais, 720 nacionais. “Existem 179 quartos, equivalentes a 281 camas e que a taxa de ocupação passou para 40%” disse Mussagy Neeno, director de Turismo no Município da Ilha de Moçambique e acrescenta um dado que justifica a baixa ocupação: dos hóspedes que chegam à Ilha de Moçambique, parte deles é que vai aos hotéis. Muitos vão à casa de familiares e amigos.

Na cidade de Nampula, os hotéis andam bem arrumados, à espera de hóspedes que nunca chegam, deixando os empresários que operam nesta área a caminharem no corredor escuro da crise.

Com 117 quartos, o Grande Plaza é o hotel de referência. Abriu em princípio de 2018 e sempre teve uma ocupação satisfatória. Entretanto, em um ano de pandemia, tudo ficou estranho, tal como deu a saber Carlos Soares, representante daquela estância hoteleira.

“Se antes da crise tínhamos uma ocupação média de 80, 85% e 90%, depois da adopção das medidas e com o avançar da pandemia, passamos para taxas de ocupação de 10% em média e tivemos períodos de taxas de ocupação de 6%. Só indicando estes valores é perceptível a dimensão da crise que nos assolou”.

Sem hóspedes e com despesas fixas para pagar mensalmente. A equação é difícil, mas os 111 trabalhadores continuam nos seus empregos.

“Os custos fixos são enormes e a componente de custos fixos em que se pode mexer de alguma forma com flexibilidade é a de recursos humanos, mas a administração, conversando com o comité sindical da empresa tudo fez para evitar mexer demasiado os recursos humanos porque sabemos que é uma situação de que os nossos trabalhadores não têm culpa e têm que ser, de alguma forma, protegidos”, concluiu Carlos Soares, que deixou claro que não houve despedimento relacionado com a crise imposta pela pandemia da COVID-19.

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