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Trump e Biden travam hoje “batalha final” pela Casa Branca

Depois de mais de um terço dos norte-americanos terem votado por correio ou presencialmente nos dias anteriores, hoje é último dia para o povo dos Estados Unidos decidir quem deve liderar. Entretanto, os resultados oficiais podem não ser conhecidos esta noite, devido ao facto de os votos por correio exigirem mais tempo de contagem.

É hoje o dia oficial e o último dia para votação nos Estados Unidos. São precisos 270 votos colegiais para o candidato presidencial ser considerado o vencedor.

O republicano Donald Trump, presidente norte-americano, e o democrata Joe Biden, antigo vice-presidente na Administração Obama, são os dois principais candidatos rumos à Casa Branca. Ambos líderes terminaram a sua campanha eleitoral ontem.

Trump esteve a realizar vários comícios na cidade Grand Rapids e Michingan, onde em 2016 terminou a sua campanha eleitoral. Já Biden esteve focado em Pensilvânia e Ohio.

Ainda está imprevisível o futuro vencedor, apesar de Biden mostrar-se favorável a vitória, precisando somente manter os Estados já controlado por republicanos e conquistar Pensilvânia, Michigan e Wisconsin.

Entretanto, cerca de 90 milhões de eleitores norte-americanos, equivalente a mais de um terço dos registados, já depositou o seu voto por meio de correio ou presencialmente.

Sendo assim, espera-se que nestas eleições, a taxa de afluência seja maior que a de 58% registada nas eleições de 2016.

Este cenário de maior número de eleitores a votar antecipadamente mostra claramente o entusiamo dos norte-americanos para com estas eleições, mas também o cuidado que eles têm devido coronavírus, que já fez mais de 230 mil mortos e nove milhões de infectados, explica o especialista.

“Muitas pessoas anteveem que, quando aumentarmos eleitores antecipados, e terça-feira é o dia das eleições, teremos uma alta afluência, mais alta que quatro anos atrás”, disse Don Raviv, colunista do jornal Newsday em Nova Iorque à CCTV news.

“Seja como for, notamos muito entusiasmo que muitas pessoas esperavam, tendo em conta que este é um ano da COVID, mas claramente é por medo da coronavírus que obrigou as pessoas a votar antecipadamente”, avançou Raviv.

No entanto, o voto pelo correio que tem sido a opção de muitos eleitores compromete seriamente a divulgação dos resultados eleitorais, na noite de terça-feira, podendo a contagem de votos levar dias ou até semanas.

Os democratas apostaram no voto por correio como uma maneira segura de prevenir-se do coronavírus, enquanto Trump e os republicanos ficaram à espera do dia de hoje.

Trump lançou críticas contra o voto por correio, alegando ser vulnerável a fraudes, apesar de não ter fornecido provas das suas alegações.

“Nós estaremos lá, à noite, logo que as eleições terminarem, nós avançaremos com os nossos advogados”, Trump disse aos jornalistas.

“Eu não acho certo que tenhamos de esperar por longo tempo após as eleições”, acrescentou Trump. Alguns Estados, incluindo Pensilvânia, não vão processar os votos por correio antes de terminar a votação.

Dos votos antecipados, estima-se maior afluência dos eleitores democratas. Mas ainda é cedo para prever-se a vitória de Joe Biden.

“Quando virmos a primeira contagem de votos, quando os postos de voto encerrarem na noite de terça-feira, poderemos ver muitos votos de Biden que poderão aparentar que ele esteja em frente em alguns Estados de “campo de batalha”, disse Raviv.

Entretanto, o colunista de Newsday sublinhou que para o dia de hoje, os republicanos poderão votar em massa.

“Os republicanos mostram-se confiantes de que o seu homem Trump vai acabar por vencer, mesmo que esteja atrás de quase todas as sondagens eleitorais”, disse.

As eleições de 3 de Novembro vieram revelar o divisionismo no seio do povo norte-americano.

Na sexta-feira, apoiantes de Trump impediram a realização de comícios dos democratas no Texas.

Este incidente foi aplaudido por Trump, tendo publicado o vídeo e legendado “I love Texas”, uma declaração que chocou Biden, tendo dito que isso foi algo que ele nunca tinha visto antes.

Este incidente no Texas também está sob investigação do FBI, que disse estar a investigar um comboio de veículos pró-Trump que cercou veículo de turismo que transportava funcionários da campanha de Biden.

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