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Troika dá luz verde para permanência da SAMIM em Cabo Delgado

Foto: O País

A Troika da SADC para Defesa e Segurança deu luz verde a permanência da Missão Militar do bloco em Cabo Delgado, onde ajuda a combater o terrorismo. O organismo regional entende que é preciso tomar medidas mais enérgicas e investir para acabar com o terrorismo.

Já havia algumas garantias isoladas do Botswana, África do Sul e Malawi, mas, esta terça-feira veio o posicionamento do bloco, a tropa da SADC vai permanecer por mais tempo.

A afirmação veio do Presidente da Troika para Defesa e Segurança, Cyril Ramaphosa, que argumentou que “não podemos permitir que o terrorismo prevaleça em nenhuma parte da nossa região”.

O facto é que o terrorismo permanece e se mostra difícil de eliminar, com o ressurgimento de ataques em Nangade e Macomia, bem como com o alastramento do terror para Niassa, onde já existem mais de quatro mil deslocados a precisarem de tudo, depois de terem abandonado as suas residências, na sequência do ataque a Mecula, e algumas outras acções esporádicas que geraram pânico.

Ramaphosa sabe de tudo isso e chegou mesmo a dizer que “reconhece que combater o terrorismo é difícil”. Aliás enviou uma mensagem de pesar para os povos do Botswana, África do Sul e Tanzânia, que perderam os seus homens em combate, salientando que “estavam em cumprimento de uma nobre missão”.

Apesar de tudo isso, o líder prefere concentrar-se nos ganhos alcançados desde o início da missão em Agosto de 2021, nos distritos de Muidumbe, Nangade, Macomia e Quissanga.

“Desde o destacamento da SAMIM em Moçambique, registam-se importantes progressos. A situação de segurança em Cabo Delgado melhorou, o que permite que os deslocados internos retomem as suas vidas”, afirmou Ramaphosa.

Para manter os ganhos da SAMIM e iniciar a reconstrução de Cabo Delgado, o Vice-Presidente do Botswana, que responde pela cooperação política da Troika da SADC para Política, Defesa e Segurança diz que é preciso investir.

“A força militar precisa do nosso apoio para resolver o problema. Precisa de apoio para devolver a paz e segurança para Moçambique”, apelou Slumber Tsogwane.

A luz verde para a continuidade da força regional em Estado de Alerta em Moçambique está dada. O período de permanência, os recursos financeiros, materiais e humanos poderão ser conhecidos esta quarta-feira, na Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e Governo SADC, em Malawi, Lilongwe.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, já tinha adiantado que o ano de 2022 seria decisivo no que ao combate ao terrorismo diz respeito. Na altura, Nyusi adiantou que as Forças Armadas de Defesa e Segurança nacionais estão a capacitar-se porque, apesar de Moçambique querer a continuidade da ajuda, não quer depender dela para sempre.

Aliás, nesse âmbito já foram feitos vários investimentos na Força Aérea e criadas as Forças Especiais do Distrito, para evitar que os terroristas alastrem as suas acções para novas zonas.

Trabalha-se com a SADC, mas esforços são feitos também para garantir a fortificação das relações com o Ruanda. O Chefe do Estado-Maior-General assinou um acordo de extensão da permanência militar das tropas daquele país em Cabo Delgado. O conteúdo, esse, continua sigiloso.

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