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Treze mil famílias vão beneficiar-se de educação financeira e créditos

Cerca de 13 mil famílias que vivem em pobreza extrema nas zonas rurais do país vão beneficiar-se de educação financeira, créditos e assistência durante dois anos, em empreendimentos produtivos de agricultura e gestão de negócios.

A iniciativa, denominada “Financiamento de Empreendimentos Rurais”, conta com um financiamento de cerca de 72 milhões de dólares, disponibilizado pelo Governo e sector privado.

Neste âmbito, os implementadores estão reunidos na cidade da Beira para harmonizar os procedimentos para que nada falhe na sua execução, cujo horizonte temporal é de seis anos.

Pretende-se, com esta iniciativa, orientar as comunidades beneficiárias a saberem poupar cada vez mais e que usem os seus créditos para fins realmente produtivos para a superação da pobreza extrema.

Depois da educação financeira, os 13 mil agregados familiares, querendo, podem recorrer a créditos cujas taxas de juros serão bonificadas, segundo garantiu Rufino Duvane, coordenador nacional do projecto.

“Os nossos limites de financiamento são baixos, baseados na capacidade dos beneficiários que vivem nas zonas rurais. Normalmente, eles necessitam de pouco dinheiro, mas para aquele que tiver necessidades que superem cinco a seis mil Meticais, nada obsta o financiamento, mas o beneficiário terá que seguir uma linha que obviamente tem as suas balizas”, garantiu Duvane.

Para além de contar com o financiamento do Governo e sector privado, a iniciativa conta com o financiamento de uma fundação que opera em todo o mundo há cerca de 11 anos, no âmbito da inclusão financeira, e no país a abordagem da referida iniciativa é designada de Graduação.

“Denominamos de ‘Graduação’, porque é como se as pessoas graduassem da pobreza extrema. Vamos fazer um acompanhamento muito forte de habilidades para a gestão de negócios e para pouparem durante dois anos. Os beneficiários são famílias com problemas de literacia e numeracia e algumas a residirem em áreas muito afectadas pelos conflitos armados”, indicou Rodrigo de Reis, representante da Fundação Capital.

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