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Três alunos da 10ª classe testam positivo à COVID-19 na cooperativa de ensino Kalimany

A directora da respectiva escola explica que todo o protocolo de saúde está a ser seguido à risca para evitar a propagação da COVID-19. Uma mãe, cujo filho testou positivo, contou o drama vivido e afirmou que não foi a escola que prestou a ocorrência do caso da doença senão um aluno dos infectados.

Três alunos da décima classe, que frequentam a cooperativa de ensino Kalimany, testaram positivo à COVID-19 na cidade de Quelimane. Trata-se de um caso que está a agitar pais e encarregados de educação bem como os respectivos alunos.

Ana Maria Azevedo, directora da respectiva escola, confirmou a ocorrência dos casos ao jornal “O País”, explicando que todo o protocolo junto dos pais está a ser seguido.

“Temos casos [positivos da COVID-19] em duas turmas da décima classe. No dia 20 de Julho, reunimo-nos com os pais e encarregados de educação, tendo, na ocasião, informado a ocorrência da existência dos casos da COVID-19. Combinámos com os respectivos pais, sobretudo das duas turmas para os filhos entrarem em isolamento por sete dias. Neste período, mais um aluno testou positivo à COVID-19. Na sequência, recebemos uma brigada da saúde que nos indicou que a quarentena dos meninos deve ser de 14 dias e não de sete como inicialmente prevíamos e assim procedemos. Recebemos, igualmente, brigadas da INAE que avaliaram as condições da escola e confirmaram que estamos a seguir o protocolo sanitário devidamente”, disse a directora.

A directora referiu que, não obstante a ocorrência dos casos da COVID-19, a escola tem seguido todo o protocolo de biossegurança e bioprotecção, mas houve necessidade de reforço das medidas ao nível interno, para se evitar o alastramento da doença.

“Fazemos a higienização das salas de manhã com álcool nas carteiras. Na entrada, no recinto ou nas salas de aula, os alunos não ficam aglomerados. Temos álcool gel nas paredes, orientamos uso obrigatório de máscara para além do distanciamento das carteiras.”

Ana Maria Azevedo disse que a direcção da escola tem advertido os pais para informarem a escola em caso da ocorrência de um caso positivo nos seus educandos, mas não o têm feito.

Entretanto, a mãe de um dos alunos que testou positivo ao novo Coronavírus apresentou, visivelmente emocionada, o resultado do filho ao jornal “O País” e contou o drama vivido pelo seu educando que, neste momento, está em isolamento físico. Ela, de nome Eva Jamal, fez saber que o primeiro caso positivo foi despoletado pelo próprio aluno no grupo da turma de WhatsApp. Na sequência, os pais reuniram-se, de imediato, com a direcção da escola e, na ocasião, solicitaram a quarentena para as duas turmas com registo de casos da COVID-19.

“Após cinco dias, o meu filho começou a ter sintomas. Levei-o ao médico e o resultado foi positivo. Foram dois dias horríveis”, expressou-se, abatida, a mãe com lágrimas nos olhos. Referiu, igualmente, que ficou “impotente ao ver o filho a perder ar e sem poder fazer nada, é horrível. É uma situação que praticamente me deixou sem chão”, confessou.

Porém, garantiu que o filho está a reagir bem e que apenas apela à escola para ser responsável e criar condições para o seguimento de medidas preventivas, sobretudo o distanciamento físico nas salas de aula.

Ao nível da cidade de Quelimane, há relatos de existência de casos positivos da COVID-19 em algumas escolas privadas, por isso as autoridades são chamadas para apurar por forma a evitar o pior.

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