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Travessia do rio Licungo feita sob perigo na Zambézia

Foto: O País

Perto de 27 mil pessoas, das quais crianças, doentes e mulheres grávidas, nos povoados de Vila-Valdez e Nomiua, estão expostas ao perigo na travessia do rio Licungo, para chegarem ao distrito da Maganja da Costa, na Zambézia. A única embarcação gerida por um comité local está em condições precárias e infiltra água durante a viagem.

A travessia custa cinco Meticais, segundo explicou Amílcar Pedro, um comerciante de peixe. O administrador distrital da Maganja da Costa, Carlos Carneiro, reconhece que a travessia não é das melhores e a solução ao problema é a construção de uma ponte.

A situação verifica-se numa altura em que a bacia hidrográfica do rio Licungo regista oscilação dos níveis de água. De 5.95 metros, semana finda, a água baixou para 5.49 metros, este domingo. Ou seja, o rio está a 51 centímetros para atingir o nível de alerta.

Com a oscilação da água no rio Licungo, a esta altura, o posto administrativo de Nante, no distrito da Maganja da Costa, já estaria submerso e a população em situação de drama, tal como acontecia no passado. No entanto, tal não aconteceu por conta da reabilitação do dique de 28.6 quilómetros, com fundos públicos e do Banco Mundial. A obra custou 598 milhões de meticais.

Na semana passada, o Conselho Técnico Nacional de Gestão  de Desastres, chefiado pelo director nacional do Instituto Nacional de Meteorologia, Celso Aramuge, trabalhou na Zambézia para avaliar a situação de emergência face à época chuvosa.

“Estamos em época [chuvosa e ciclónica] e o Instituto Nacional de Meteorologia já fez a actualização sazonal desta época, de Dezembro até Fevereiro. Tudo indica que poderá ocorrer o fenómeno Lanina, que resulta em chuvas”, disse Celso Aramuge.

Por causa disso, as zonas Centro e Norte vão registar precipitação normal e acima de normal, excepto a faixa costeira das províncias de Nampula e Cabo Delgado, onde haverá precipitação normal, acrescentou o director-geral do Instituto Nacional de Meteorologia.

O grupo de trabalhos esteve no distrito da Maganja da Costa e Namacurra, onde mais de 20 mil pessoas, o correspondente a 4.500 famílias, estão em risco, e apelou às famílias para estarem atentas e acatarem as instruções das autoridades, para evitar desgraça em caso de pico de chuvas e inundações.

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