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Transportadores retomam actividades, mas prevalecem problemas

Os transportadores que, ontem, paralisaram actividades, já retomaram em pleno o transporte de passageiros respeitando a lotação de 30 lugares, contudo sem obedecer às outras medidas de prevenção contra a COVID-19. A Polícia Municipal e a PRM reafirmam que vão continuar a fiscalizar a lotação e negam estar a extorquir os “chapeiro.”.

O Terminal Rodoviário de Malhazine, localizado no distrito Municipal Ka Mobukwane, esteve, durante a manhã desta sexta-feira, fortemente policiado. A Polícia Municipal e a PRM foram destacados para aquele local de modo a repelirem eventuais distúrbios que os “chapeiros” podiam ter causado, mas tal não aconteceu e os operadores embarcavam e desembarcavam passageiros. Outras medidas de prevenção, como distanciamento interpessoal quando estão na fila de espera, não eram respeitadas, incluindo a não desinfecção das mãos aquando do embarque e desembarque.

Filipe Matusse, um dos operadores que, na esta quinta-feira, não trabalhou, diz que a actuação da polícia é exagerada. “Nós fizemos uma pequena greve, por causa da forma exagerada como” eles actuam.

Nemias Maculuve, outro motorista que esteve envolvido na paralisação unilateral e momentânea, fala do entendimento tido com as autoridades, que concebe 30 ocupantes para aquele tipo de meios de transporte semi-colectivo de passageiros, porém seis vão viajar parados.

Os passageiros dizem ter sido prejudicados com a paralisação e pedem às autoridades para maior intervenção no sector dos transportes.

A Polícia de Trânsito e a Polícia Municipal negam estar a controlar a lotação apenas nos “coasters” em detrimento dos autocarros maiores e dizem não haver evidências de agentes envolvidos em extorsões.

António Nhantumbo, chefe da Educação Pública do departamento da Polícia de Trânsito, no Comando da PRM, na cidade de Maputo, explica que a acção de fiscalização continua.

“Ainda na manhã de hoje, a Polícia esteve na rua a fiscalizar, onde alguns condutores de ‘coaster’ e de outras viaturas, totalizando sete, foram sancionados em virtude de terem embarcado passageiros acima daquilo que é o recomendado”, apontou António Nhantumbo.

Por sua vez, Mateus Cuna, porta-voz da Polícia Municipal, exorta os munícipes, em geral, e utentes do transporte semi-colectivo, em particular, a denunciarem os actos de corrupção protagonizados pelos agentes.

“Preocupa-nos muito este tipo de informações, mas é preciso que haja evidências e nós queremos exortar todos os munícipes para não assistirem, passivamente, a este tipo de irregularidades, pelo que é preciso denunciar”, apelou.

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