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Trabalhadores e gestores da Helen Mining em “pé de guerra”

Uma empresa cujos sonhos começaram a materializar-se quando o Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou-a em Julho do ano passado. Chama-se Helen Mining, está vocacionada para o processamento da pedra, principalmente do mármore e granito, com bastante potencial em Chimoio, na província de Manica.

Apesar de ter um trajecto muito curto, uma vez que a Helen Mining foi inaugurada a quase oito meses, a mesma já se depara com alguns embaraços. É que a massa laboral (cerca de 100 trabalhadores) já começou a denunciar uma série de irregularidades perpetradas pelos gestores.

Sem se identificar, um trabalhador entrevistado pelo “O País” contou que “quando um trabalhador tem ferimentos ou doença, mesmo que deixe os justificativos, recebe uma falta”.

“Todos temos o mesmo salário que é de 6 600, mesmo tendo trabalhos diferentes e categorias diferentes”, contou outro colaborador, que temendo represálias também optou pelo anonimato.

Ouvidos pela nossa reportagem, a Inspecção provincial de Trabalho de Manica disse estar a par do assunto, e explicou que no seu entender, o caso deve contar com a participação do sindicato.

“Chamar atenção ao sindicato para entrar em contacto com a empresa para procurar negociar os salários intermédios”, disse Ana Alberto.

Questionada sobre as denúncias ligadas a não prestação de assistência médica por parte da Helen Mining, ao que respondeu que “isto é por lei não é uma questão negociável, a empresa deve observar este dispositivo, é obrigatório”.

Apesar de ter chamado a presença do sindicato, assim como defendido que a empresa tem a responsabilidade de prestar assistência médica aos trabalhadores, a inspectora do trabalho de Manica, Ana Alberto, garantiu que o organismo que dirige está à procura de soluções por forma a ultrapassar-se o diferendo.

 

 

 

 

 

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