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Trabalhadores do empresário raptado em Dezembro pedem sua libertação

Foto: O País

Mais de trinta trabalhadores, cujo patrão foi raptado a 22 de Dezembro do ano passado, na Cidade de Maputo, estão desesperados por desconhecimento do paradeiro do seu chefe e, consequentemente, falta de salários. Trata-se de um caso que, à semelhança de outros, ainda está sem esclarecimento do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

Este é o outro lado das consequências dos raptos no país, em que não só as famílias das vítimas entram em desespero e agonia, mas também os seus empregados e dependentes.

O empresário Ibrahim Ahmed foi raptado na manhã do dia 22 de Dezembro passado, na esquina entre as avenidas do Rio Limpopo e Ahmed Sekou Touré, na Cidade de Maputo. O caso deu-se defronte a um edifício que a vítima estava a construir, cujas obras estão paralisadas, mas para onde os trabalhadores vão diariamente à busca de notícias.

Volvidos cerca de dois meses, nada se sabe sobre o paradeiro do empresário, o que causa maior desespero aos seus trabalhadores, pelo que, como sempre, se reuniram mais uma vez esta quinta-feira, não para reivindicar salários, mas para saber onde está o seu patrão.

“O nosso maior desejo é que ele seja restituído à liberdade e que volte ao convívio familiar. É verdade que temos esta preocupação do salário, mas a maior é a saúde dele, então apelamos a quem de direito para fazer tudo o que for necessário até à libertação do nosso chefe”, pediu um dos trabalhadores.

Uma outra trabalhadora reiterou o pedido: “Nós não temos nenhuma informação sobre o nosso patrão, gostávamos que o libertassem, a nossa vida praticamente parou, porque ele era o nosso pilar”.

A família do empresário não quis prestar quaisquer declarações, segundo avançou um dos trabalhadores entrevistados pelo jornal “O País”.

Aquando da ocorrência do rapto, o Serviço Nacional de Investigação Criminal comprometeu-se em investigar e esclarecer o caso, mas, volvidos 50 dias, ainda não se pronunciou, nem sobre este, nem de outros casos.

Esta quinta-feira, o jornal “O País” tentou contactar o porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo, Hilário Lole, mas não atendeu às chamadas, nem respondeu às mensagens.

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