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Trabalhadores da Mercantile Ferragens exigem indemnizações

Localizada na avenida das FPLM no bairro de Mavalane, na cidade de Maputo, a empresa Mercantile Ferragens, que se dedica à venda de material de construção há 21 anos, serve, por estes dias, de local de acampamento dos trabalhadores.

Tudo começou quando o patronado decidiu, por iniciativa própria, decretar falência e pretender expulsar os trabalhadores sem pagar as respectivas indemnizações. Os trabalhadores, que não concordam com a decisão, decidiram acampar no local para pressionar o patrão, mas este acabou por fugir da sua empresa.

Os mesmos passam os dias naquele local, sendo que fazem escala para alguns irem as suas casas enquanto outros ficam para guarnecer o local, para impedir que o patrão apareça para retirar a mercadoria sem a sua presença.

O proprietário, natural da Grécia e também com nacionalidade Italiana, abandonou a empresa há cerca de uma semana. Mesmo assim, os grevistas prometem continuar no local até ver sua situação resolvida. Aliás, as nossas fontes dizem que solicitaram a Inspeção do Trabalho mas devido a morosidade na resolução do caso receiam que os inspectores tenham sido subornados alegadamente porque o patrão sempre avisou que estaria disposto a aliciar qualquer pessoa ou instituição.

Entretanto, o inspetor-geral adjunto do Trabalho, Paulino Mutombene, reconheceu que o patronado da Mercantile Ferragens cometeu várias irregularidades e que deve ser sancionado. Mas lamentou a falta de poder coercivo da Inspeção do Trabalho sobre empresas infractoras. Assim, o inspector, que desqualificou as acusações de suborno, defendeu a necessidade de criação de tribunais de trabalho para melhor resolver problemas laborais.

Durante alguns dias, a nossa equipa de reportagem contactou o proprietário da empresa Mercantile Ferragens mas este mostrou-se indisponível para falar.

 

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