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Trabalhadores da empresa Correios de Moçambique em greve

Cerca de 50 trabalhadores da empresa Correios de Moçambique protestaram hoje contra a demora de pagamento de salários, subsídios de férias, bem como do décimo terceiro salário de 2017 e 2018. A entrada do edifício da empresa pública Correios de Moçambique registava um número desusado de pessoas logo nas primeiras horas do dia, mas diferentemente do que se podia esperar, ninguém queria enviar uma carta ou fazer o uso do “Post Bus” (um recente serviço dos Correios).

A intenção do grupo constituído por mais de meia centena de trabalhadores era de reivindicar o salário atrasado referente ao mês passado, porque segundo um trabalhador da empresa que não quis se identificar, “o conselho de administração já recebeu o seu salário faz uma semana”.

“Não percebemos porquê é que estão a fazer isso, nós temos família e precisamos desse dinheiro para pagar as contas”, reclamou a nossa fonte.

Os trabalhadores que paralisaram (quase) todas actividades produtivas da empresa contaram que há muito mais questões problemáticas que enfermam aquela instituição pública. Desde logo, a senhora que aparentava ter cerca de 40 anos de idade, fez um recuo histórico para 2017, altura em que “os trabalhadores não tiveram o subsídio de férias”, contou, acrescentando que “no ano seguinte uma parte dos trabalhadores também não teve este subsídio em 2018”.   

Na lista de queixas consta também a falta de pagamento do décimo terceiro salário de 2017 e 2018 conta.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) foi chamada ao local para evitar qualquer conflito ou vandalização que pudesse surgir, mas os protestos foram pacíficos. Instados a responder sobre as queixas apresentadas pelos trabalhadores, os Correios de Moçambique prometeram pronunciar-se mais tarde pois estavam em concertações.

A empresa pública Correios de Moçambique vem registando dificuldades financeiras há vários anos.

A Correios de Moçambique, E. P. é uma empresa pública, dotada de personalidade jurídica e com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que exerce a sua actividade subordinada ao Ministério dos Transportes e Comunicações.

 

 

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