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“Touros” firmes na liderança do Moçambola e sem oposição

A terceira jornada foi rica em surpresas, desde o topo até a cauda da tabela classificativa, passando pelos resultados que tiveram lugar nos diversos campos que acolheram os jogos.

Desde já salta à vista a vitória da Associação Black Bulls, na deslocação a Quelimane, onde foi derrotar o Matchedje de Mocuba, no jogo entre estreantes, por duas bolas a uma. Desta vez não houve Ejaita, mas houve Melque, em dose dupla, aos seis e 26 minutos, a dar vantagem a turma da capital do país, antes de Radine reduzir, aos 77 minutos.

Uma golo que não foi suficiente para os “militares” perderem a batalha diante dos “touros”, que coloca o representante da Zambézia na zona da despromoção, apenas um lugar acima do lanterna vermelha, com apenas um ponto.

Já a Black Bulls mostra que não veio ao Moçambola para ser bombom da festa e já lidera, de forma isolada, com nove pontos, resultado das três vitórias em igual número de jogos. Diante do Ferroviário de Maputo, na próxima jornada, os “touros” terão o teste de fogo e da liderança.

TRIO VITORIOSO A ALCANÇAR A “LOCOMOTIVA” DE CHIVEVE

Na perseguição a Black Bulls estão agora quatro equipas, nomeadamente Incomáti de Xinavane, ENH de Vilankulo, Costa do Sol e Ferroviário da Beira.

Os “açucareiros” foram os maiores beneficiados nesta jornada, já que na recepção ao primodivisionário Ferroviário de Lichinga não deixaram seus créditos em mãos alheias e confirmaram a velha máxima “em nossa casa mandamos nós”. É que depois da vitória na jornada inaugural diante do Textáfrica, não tiveram dificuldades para ultrapassar o Ferroviário de Lichinga, com claros três golos sem resposta.

Já os “canarinhos” foram felizes num terreno onde não tem tido espaço para voar. Em Nampula alcançaram um voo que não era possível há mais de quatro anos, diante do Ferroviário de Nampula. Abel deu o salto que o “canário” precisava para somar os três pontos e colocar-se na posição mais próxima da liderança.

Com seis pontos cada uma das equipas, Costa do Sol e ENH de Vilankulo batem-se na próxima jornada, procurando desgrudar uma da outra.

Por seu turno, os “locomotivas” de Chiveve, que eram os anteriores co-líderes, viram-se alcançados pelo trio, depois da derrota sofrida na Matola, diante da Liga Desportiva de Maputo, por duas bolas a uma. Dilson colocou a turma de Aly Hassane a vencer, no início da partida, mas Dayo tratou de restabelecer o empate, aos 79 minutos e quando tudo parecia que empate estar encaminhado para o empate, foi Eládio a dar os primeiros três pardais a turma de Hanyane, que deixa a cauda e sobe à décima posição.

SONGO SOBREVOADA PELAS ÁGUIAS NEGRAS

Num dos jogos de destaque, em Songo, a União Desportiva local não foi além de um empate a dois golos diante do Desportivo Maputo. Aliás, os “alvi-negros” voltaram a ser felizes fora de portas, já que o golo de empate foi apontado por Dinis, na segunda parte, depois de uma primeira metade em que os “hidroeléctricos” saíram a vencer, com golos de Lau King e Bhéu, com Henriques a apontar o golos do Desportivo Maputo.

Continua a “ventoinha” a refrescar os seus adeptos fora de portas, já que no seu território (ainda que emprestado) não consegue pontuar.

Nesta partida destaque ainda para o primeiro cartão vermelho da prova, mostrado a Tony, da União Desportiva de Songo.

IRMANDADE PREVALECEU NA ESTAÇÃO “LOCOMOTIVA”

No sábado, no Estádio da Machava, os irmãos “locomotivas” não quiseram criar conflito dentro da família e no embate entre os de Maputo e de Nacala, o nulo prevaleceu. Um empate que não só atrasa o mano mais velho, da capital do país, mas também dá garantias a Antero Cambaco de que está a formar uma equipa capaz de ombrear de igual para igual com qualquer equipa do Moçambola, principalmente quando chegar a contar com Diogo, jogador que representou os “locomotivas” da capital do país por mais de seis temporadas.

Este foi o segundo empate sem golos do Ferroviário de Maputo, que deixa os seus adversários directos se destacarem neste arranque do Moçambola 2021.

Quem saiu sorridente na tarde de sábado, foi Victor Mayamba, que viu a sua equipa manter a invencibilidade em casa, com mais uma vitória, e novamente por números gordos. Desta vez a vítima foi o Textáfrica de Chimoio, que não teve argumentos para travar a avalanche ofensiva dos “hidrocarbonetos”, que assim aumentaram a carga do gás nas suas contas.

Walter, aos oito minutos, abriu as hostilidades perante um Textáfrica sem força anímica e sem condições de desafiar uma ENH endiabrada, havida em somar os três pontos e manter-se na linha da frente. Aos 36 minutos, Victor levou a turma de Vilankulo a ir ao descanso a vencer por duas bolas sem resposta, antes de Jafete também se estrear ao serviço dos “hidrocarbonetos”, já na segunda parte.

Uma vitória bastante moralizadora para a deslocação que terá na quarta jornada a Maputo, onde vai defrontar o Costa do Sol. Já os “fabris” do Planalto terão que fazer das tripas coração para não perder mais pontos nesta prova, a começar já no final de semana, quando receber o Matchedje de Mocuba.

A próxima jornada vai reservar embate de destaques, com os chamados grandes a irem a prova de fogo.

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