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Terminais rodoviários em Maputo sem meios de prevenção da COVID-19

Passam mais de 72 horas desde que o Presidente da República, Filipe Nyusi, ordenou que o Ministério dos Transportes e Comunicações e os Municípios devem articular para a criação de condições de prevenção contra a COVID-19, nos terminais de transportes. O Jornal “O País” constatou que na cidade de Maputo, onde há mais casos da pandemia, os principais terminais continuam sem meios de prevenção.

A COVID-19 continua a não dar tréguas no país e no mundo. A cidade de Maputo é um dos epicentros da pandemia no país. Centenas de infecções e dezenas de mortes são anunciadas, diariamente, pelas autoridades sanitárias nesta que é a terceira vaga que assola o nosso país.

Os terminais de transporte rodoviário são locais que concentram muitas pessoas e com potencialidades para exposição ao risco de contaminação.

E é por isso que há necessidade de garantir meios de prevenção contra a COVID-19 nestes locais. Foi na última comunicação à nação que o Chefe de Estado instruiu o Ministério dos Transportes e Comunicações e os Municípios a criarem condições para a segurança dos utentes nos terminais e paragens.

O “O País” escalou, esta terça-feira, os principais terminais da cidade de Maputo, nomeadamente, Xipamanine, Zimpeto e Praça dos Combatentes. Em todos aqueles locais, há ausência do essencial para a prevenção dos utentes contra a COVID-19, meios para lavagem das mãos.

No terminal rodoviário de Zimpeto, onde há confluência das principais rotas do Grande Maputo, tem um único ponto de lavagem das mãos que ainda resta, mas não jorra água e as torneiras estão quebradas.

Eduardo, um dos utentes daquele terminal, deplora esta situação. “Eu acho que nada se passa, não há esse assunto de prevenção aqui, em condições normais devia ter meios de desinfecção e aqui não há nada, é cada um por si e Deus por todos”, lamentou.

No Zimpeto não há, também, termómetros para a medição da temperatura corporal, não há desinfecção no acto de embarque e desembarque de passageiros. Há muita gente concentrada nas filas e nos bancos, onde uns usam a máscara de protecção facial e outros nem por isso.

A superlotação é uma outra preocupação. Samuel Armando, que estava dentro do autocarro, sabe do perigo de viajar em “chapas” cheios, mas diz não haver alternativas. “A situação é esta, mas por enquanto ando com gel e máscara para me proteger”, disse.

Já no novo terminal rodoviário de Xipamanine, ainda que pouco movimentado, tem dois pontos de lavagem das mãos a funcionarem em pleno, mas sem sabão. Também não há aqui termómetro para a medição da temperatura corporal, e os passageiros não desinfectam as mãos no acto de embarque e desembarque, os próprios “chapas” também não são desinfectados.

A situação repete-se no terminal da Praça dos Combatentes, onde além da vandalização dos pontos de lavagem das mãos, os poucos existentes não funcionam. Os autocarros não são, também, desinfectados incluindo o próprio pátio. A situação preocupa aos utentes.

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