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Tempestade Tropical “ANA” matou 18 pessoas em quatro províncias

Foto: O País

O número de óbitos causados pela Tempestade Tropical “ANA” subiu de 12 para 18 de ontem para hoje. Zambézia, local que era apontado, nas previsões, como a província a ser mais afectada, tem o maior número de mortes.

O rasto de destruição e luto deixado pela Tempestade Tropical “ANA” está cada vez mais visível, embora o fenómeno já se tenha dissipado. As mortes aumentaram e os feridos e afectados também seguem a mesma tendência. Os estragos estendem-se para as habitações, escolas, hospitais e culturas agrícolas, que estão debaixo da água.

Zambézia, que até quarta-feira contabilizava cinco mortes, viu o número de óbitos subir para oito em 24 horas. Em Tete, mantêm-se as quatro mortes, Manica com três e, em Nampula, o número de vítimas mortais também subiu de um para três.

Das vítimas mortais, 11 morreram na sequência do desabamento de paredes, três foram por afogamento, a queda de poste de energia foi responsável por um óbito e outra pessoa foi arrastada pela água. Há duas vítimas mortais cujas circunstâncias ainda estão por confirmar.

Enquanto isso, há agora 99 feridos na sequência da fúria da tempestade e da chuva.

Se até esta quarta-feira se falava de 20.670 pessoas afectadas, em um dia, o número das vítimas arrasadas pela Tempestade ANA subiu para 45 395, o que corresponde a 9.789 famílias. Maior número de afectados está na província de Nampula, onde se contabilizam 25.259 vítimas. Segue Zambézia com 9.956, Tete com 3.500, Manica, onde há 3.350 afectados, e Sofala e Niassa, com 2.935 e 395 afectados, respectivamente.

Embora o Instituto Nacional de Meteorologia tivesse previsto que a Tempestade Tropical fosse afectar também a parte de Cabo Delgado, as autoridades nada dizem sobre os danos específicos naquela província.

Há mais de 27.383 alunos afectados pelas intempéries nas províncias assoladas, com a destruição de 346 salas de aula, que foram deitadas abaixo em 137 escolas afectadas.

As unidades sanitárias não escaparam, havendo 12 destruídas. Pior, há pessoas que ficaram sem tecto. Cerca de 2.756 casas foram deitadas abaixo e mais de 7.315 destruídas parcialmente, acrescidas às 391 residências inundadas.

Os dados actualizados hoje pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) apontam, igualmente, para dias de fome, porquanto culturas diversas ficaram inundadas numa área de 2.550 hectares. Cerca de 132 postes de energia caíram, deixando famílias às escuras.

Há oitos centros de acomodação criados em Tete e na Zambézia, que, neste momento, acomodam 4.751 pessoas desalojadas das suas casas. Ainda que o nível de danos pareça assustador, os dados do INGD são preliminares, significando que o nível de estragos pode ser pior.

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