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Temos consignação em acta do título domingo?

Domingo é o dia “D” no Moçambola 2021. Temos jogo do ano no Complexo Desportivo de Tchumene. Matola, aliás, será o centro de todas as atenções do futebol indígena porquanto acolhe, no seu bojo, aquele que é considerado o jogo do ano. Um “pontinho” é suficiente para a móvel formação da Associação Black Bulls açambarcar o inédito título de campeão nacional de futebol. Num ano, diga-se, de “seca” para os históricos do futebol moçambicano, desencontrados com os bons resultados.

Contas feitas, até para melhor entendimento, em caso de empate, a Associação Black Bulls passaria a somar 55 pontos a uma jornada do final do Moçambola, contra 51 do Ferroviário da Beira.

Ou seja, mesmo que perca na última jornada na qual se vai bater com o Incomáti de Xinavane e o Ferroviário da Beira vença o desalinhado Textárica, os máximo que os “locomotivas” do Chiveve podem fazer é terminar a prova com menos um ponto que os “touros” (55-54).

Portanto, pressão maior para o Ferroviário da Beira que, em caso de vitória, arrasta a decisão do título para jornada 26, onde irá procurar bater o primeiro campeão nacional e esperar que a Black Bulls caia na deslocação ao “canavial”.

Seja como for, Akil Marcelino vai jogar todas as fichas diante de um conjunto que vem de uma derrota na prova, e o factor psicológico pode ser determinante no desfecho deste duelo. O Ferroviário da Beira sonha, e como, em voltar a conquistar o título cinco anos depois de ter alcançado o feito na energética vila do Songo, quando bateu os “hidroeléctricos” (0-1) com tento solitário de Muniz.

No Tchumene, há uma vontade férrea da juventude da ABB em fazer história, dando sequência a um projecto de formação que deu frutos, a título de exemplo, em 2018, na Beira, quando os “touros” conquistaram o título de campeões nacionais de juniores. Será desta que se vai consignar em acta o primeiro título da história da ABB? A ver vamos!

Há contas do título, há contas de manutenção directa no Moçambola. E, neste quesito, duas formações fazem das “tripas o coração” para evitarem a liguilha: Incomáti de Xinavane e Matchedje de Mocuba.

11º classificado com 26 pontos, o Incomáti de Xinavane desloca-se à Nacala onde se vai bater com  um conjunto que se reencontrou com os bons resultados sob o leme de  Artur Macassar. Com a manutenção assegurada, o Ferroviário de Nacala quer vencer para melhorar a sua classificação na prova. Do outro lado, está um Incomáti encostado às cordas! Os açucareiros, em desvantagem no confronto directo com o Matchedje de Mocuba (empataram em casa a uma bola e perderam em Quelimane por 3-0) são obrigados a vencer os jogos que têm pela frente. Isto porque, em caso de derrotas nas duas últimas jornadas do Moçambola, e vitórias do Matchedje de Mocuba, terminariam a prova empatados, mas com vantagem para o conjunto de Nacir Armando. Portanto, é vencer ou vencer para não ter que recorrer à calculadora no último suspiro.

O Matchedje de Mocuba tem uma missão espinhosa, diga-se, até porque vai jogar sábado com um Ferroviário de Maputo fora das contas do título, certo, mas ávido em fechar a prova em grande.

Aliás, o Ferroviário de Maputo, que conquistou o título pela última vez em 2015, tem um nome a defender e, sobretudo, a jogar em casa, há que arrepiar caminho e acreditar que pode alcançar o tanto a UD Songo quanto ao homónimo de Lichinga.

Sem possibilidades de alcançar o segundo lugar, mas firme em terminar a prova nos lugares de pódio, a União Desportiva do Songo faz “sala” a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV), conjunto que também pode dar o salto na tabela classificativa. Em disputa, domingo, no gigante energético, a melhoria da classificação no campeonato nacional.

Condenado a disputar a “liguilha”, o primeiro campeão nacional, Textáfrica de Chimoio, bate-se com a equipa sensação da prova: Ferroviário de Lichinga. Uma campanha irrepreensível, no primeiro ano no primeiro escalão do futebol moçambicano, colocam o conjunto de Antoninho Muchanga e Arnaldo Ouana entre os quatro primeiros classificados. E, no campo da Soalpo, domingo, há claramente que atribuir favoritismo aos “locomotivas” de Lichinga.

Em ano de extremas dificuldades e troca de treinadores (3), o Costa do Sol teve muitos furos abaixo do previsto. E, na sexta-feira, na abertura da 24ª jornada, recebe a Liga Desportiva de Maputo que se queixou de “roubo de igreja” no confronto em que perdeu diante de Matchedje de Mocuba na ronda anterior. Em época de redução do bolo direccionado ao futebol sénior, a Liga Desportiva de Maputo cumpriu o objectivo traçado: manutenção tranquila. Ganhar o Costa do Sol pode permitir a equipa de Dário Monteiro alcançar o Ferroviário de Nacala, em caso de derrota desta formação.

Igualmente condenado a disputar a “liguilha”, em mais uma temporada aos solavancos, o centenário Desportivo Maputo joga com o Ferroviário de Nampula, conjunto que saiu da condição de candidato ao título para uma luta acérrima pela manutenção. Antero Cambaco vai aproveitar estes últimos jogos para ensaiar a disputa da “liguilha” e criar maior coesão no balneário. Tentar endireitar o torto!

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