Da folia do Entrudo na Avenida de Angola

Enquanto o Pablo entretinha-se a esmurrar fantasmas aproximava-se a época do carnaval. Era um momento por que a maioria dos habitantes da cidade e dos subúrbios ansiava. Organizavam-se bailes nos grandes clubes da capital, como nos pavilhões do Sporting e da Malhangalene, sem falar noutras agremiações de não menor estatuto, como o Clube dos Engraxadores, […]

Do regresso do Valgi ao mundo real…

Ao Valgi oprimia-se-lhe o coração de dor e de arrependimento. A história que contou enfurecera o agente de Braga e trouxera à tona da memória deste más recordações. E ele, o Valgi, ouvinte involuntário daquele drama conjugal, ia pagar as favas pela infidelidade da aludida Maria-Muchina. Apetecia gritar aos ouvidos daqueles homens que não era […]

Da conversa entre cavaleiros no labirinto do Chamanculo

“Você está com cara de ontem, amigo. Que bicho o mordeu?”, perguntou um dos cavaleiros ao companheiro. Ambos formavam uma equipa de trabalho fazia seis meses e conheciam-se o melhor que seria possível. Partilharavam das aventuras nocturnas dos patrulhamentos e entre eles começara a nascer uma confiança mútua reforçada pela convivência quase diária. O interpelado […]

Do paraíso encantado da Eva ao passeio nocturno de Valgi pelos caminhos do Chamanculo…

O Valgi andava esquecido dos compromissos que deixara em Porto Amélia.  Pudera! O emprego temporário na loja do Bhai dava-lhe algum entretenimento e um salário que lhe permitia sobreviver nesta cidade selvagem. Claro que, uma vez e outra, recordava-se da esposa Mariana e dos filhos, com aquela saudade que o remetia a silêncios de meditação […]

Da beatificação da menina Aurora e dos eventos precedentes…

O filho do falecido vovô Madala chamava-se Hussene Valgi. Andava desesperado porque estava num beco sem saída com a quantidade e a gravidade dos problemas que viera encontrar em Lourenço Marques, e dos que deixara atrás. Primeiro foi a grande surpresa pelas circunstâncias da morte do pai. Este acabara como um animal de rua, enterrado […]

Do caso grotesco na casa duma vizinha da Melita…

Na manhã daquele Domingo, a Alicinha e a Julia, que levava o sobrinho amarrado às costas,  puseram-se a caminho da casa da Melita. Esta vivia nas proximidades da taberna do Loureiro, até não muito distante donde ocorrera aquele incidente em que perdera o lábio superior. Iam a conversar sobre lugares-comuns, apenas para vencer o tempo […]

Do caso grotesco na casa duma vizinha da Melita…

Na manhã daquele Domingo, a Alicinha e a Julia, que levava o sobrinho amarrado às costas,  puseram-se a caminho da casa da Melita. Esta vivia nas proximidades da taberna do Loureiro, até não muito distante donde ocorrera aquele incidente em que perdera o lábio superior. Iam a conversar sobre lugares-comuns, apenas para vencer o tempo […]

Do morto que vai às compras na cantina do Gingador…

Na semana em que ocorreu o rapto do filho da Alicinha um outro fenómeno abalou todo o bairro do Chamanculo. Há quem diga que uma espécie duma maldição ali caíra, como o sopro de um vento que em breve iria dissipar-se. Todos estavam já acostumados a estes eventos cíclicos, que iam e vinham, nem que […]