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Taekwondo projecta Jogos Olímpicos com AUSC

Foto: O País

Taekwondo quer colocar maior número de atletas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O desafio surge depois de a modalidade ter conquistado sete medalhas nos jogos da AUSC da região 5, que tiveram lugar no Lesotho.

Nove medalhas, duas de ouro, igual número de prata e três de bronze, este foi o desempenho da modalidade Taekwondo que levou a Maseru, Lesotho, oito atletas para os Jogos da Juventude (AUSC região 5). No evento, cujo pano caiu no domingo, o Taekwondo acabou por ser a segunda modalidade do país, com o segundo melhor rendimento, depois da natação.

Feito o balanço, os números satisfazem a Federação moçambicana da modalidade, não obstante a apreciação de que melhor podia ter sido feito.

Avaliamos positivamente a nossa participação, apesar das vicissitudes que se registaram durante a preparação. Nos jogos de alto nível, usa-se material electrónico, mas connosco foi diferente. Tivemos o contacto desse material em Maseru, devido ao défice que temos. Isso acabou por se reflectir na prestação dos nossos atletas”, observa José Tembe, presidente da Federação Moçambicana de Taekwondo, ao lançar o horizonte da modalidade.

Mais do que participar e levar à casa o reconhecimento, a modalidade, que tem actualmente Itai Sango como melhor referência do país, usou a prova como instrumento para projectar os Jogos Olímpicos de 2024, a serem realizados em terras francesas.
“Começamos com os Jogos da AUSC, no próximo ano, teremos mundial e africano de seniores. Depois da realização dessas provas, esperamos ter melhor ranking para passar das qualificações em 2023 e chegarmos a França, em 2024.”

 

MOÇAMBIQUE NAS CINZAS

As 23 medalhas conquistadas por Moçambique nos Jogos da AUSC até podem encher de orgulho os atletas que subiram ao pódio, mas, como Nação, o país deixou a desejar.

Num certame, onde desfilaram 10 países, Moçambique foi superior a apenas dois países: Malawi, na última posição com 29 medalhas (uma de ouro, 10 de prata e 18 de bronze) e eSwatini, no penúltimo lugar, com 11 medalhas (quatro de ouro, duas de prata e cinco de bronze). Isto equivale a dizer que África do Sul, Botswana, Lesotho, Angola, Zâmbia, Zimbabwe e Namíbia estiveram melhor que Moçambique.

No quadro geral, os sul-africanos foram avassaladores, não obstante a desistência da prova devido a questões sanitárias.

 

Quadro geral de classificação:

África do Sul: 74 medalhas (37 de ouro, 26 de prata e 11 de bronze)

Botswana: 61 medalhas (23 de ouro, 21 de prata e 11 de bronze)

Lesotho: 51 medalhas (18 de ouro, 17 de prata e 16 de bronze)

Angola: 42 medalhas (16 de ouro, 10 de prata e 16 de bronze)

Zâmbia: 29 medalhas (15 de ouro, 11 de prata e três de bronze)

Zimbabwe: 49 medalhas (11 de ouro, 20 de prata e 18 de bronze)

Namíbia: 39 medalhas (10 de ouro, 9 de prata e 20 de bronze)

Moçambique; 23 medalhas (cinco de ouro, seis de prata e 12 de bronze)

eSwatini: 11 medalhas (quatro de ouro, dois de prata e cinco de bronze)

Malawi: 29 medalhas (uma de ouro, 10 de prata e 18 de bronze)

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