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Suzy Bila investe em dinâmicas e processos criativos no Oriente

Artista plástica entende que a experiência de participar em exposições nos Emirados Árabes Unidos a permitiu reinventar dinâmicas e processos criativos durante a pintura das suas telas.

 

A partir de Portugal, onde vive e trabalha, a pintora, escritora e educadora de infância, Suzy Bila, teve a oportunidade de viajar para os Emirados Árabes Unidos. Em Dubai, especificamente, a artista participou, durante 10 dias, na World Art Dubai com duas peças. Segundo afirmou, as telas seleccionadas revelam uma experiência nova, e, a sua passagem pelo Oriente reflecte a sua preocupação pelo conhecimento de novas dinâmicas que envolvem uma feira internacional de arte.

Em outras palavras, Suzy Bila considera que, na passagem pelos Emirados Árabes Unidos, nas duas últimas semanas de Março, explorou novos processos artísticos numa envolvência com o público local, “o que me permitiu divulgar o meu trabalho e dialogar com diferentes artistas do mundo”.

As duas telas que Suzy Bila levou ao World Art Dubai são intituladas “Esperança” (2020) e “Diálogo II” (2022), ambas pintadas seguindo a técnica acrílico sobre tela.

Ora, nos Emirados Árabes Unidos, Suzy Bila explorou sobretudo as novas dinâmicas e processos criativos no Pavilhão de Moçambique na Expo Dubai 2020. Foi uma espécie de unir o útil ao agradável. Por isso, a artista propôs ao Alto Comissariado da Expo Dubai inserir na programação do Pavilhão de Moçambique a sua performance, que poderia ser no decorrer da semana de World Art Dubai, onde poderia pintar ao vivo e interagir com o público no pavilhão de Moçambique. Dito e feito. Assim, a performance  foi possível no dia 23 de Março. “Em seis horas  silenciámos o tempo e vivemos o momento das coisas simples, deixando no pavilhão da terra que nos viu nascer quatro peças carregadas de esperança, de escuta  e de conexões de processos de criação de vários intervenientes”, disse Suzy Bila.

Nos Emirados Árabes Unidos, a artista, através da sua performance, quis realçar que a arte é transversal a todas as áreas. “Pretendíamos também  realçar que intervir na educação e na arte é desafiar as potencialidades das crianças para o acto criativo e para a descoberta de si”. E mais: “Nesta experiência feita no pavilhão de Moçambique, foi gratificante observar toda a dinâmica sem regras, mas a arte  como um acto natural, condicionado pela especificidade do lugar e influenciando o processo de construção da  artista”.

Suzy Bila lembra que no Pavilhão de Moçambique, na Expo Dubai, que encerrou no passado dia 31 de Março, as crianças entraram no pavilhão sem saber o que as esperava, acompanhadas pelos professores, educadores, monitores. E resume: “Os sentidos levaram-nas à timbila, que soou em diferentes tons. As crianças envolviam-se, tornando o momento único, o som característico tocava nos sentimentos, gerando curiosidade”. Claro, cada criança inventado as suas próprias linguagens.

A experiência foi tão boa para a artista moçambicana que ultrapassou o espaço do Pavilhão de Moçambique. Isto é, Suzy continuou a pintar ao ar livre, com e para um público mais diversificado.

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