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Suspeita de mão-de-obra infantil leva à retenção de 13 pessoas

Treze pessoas, entre as quais sete menores de idade, provenientes do distrito de Angoche, em Nampula, estão retidas no Comando da Polícia da República de Moçambique na cidade da Beira, por suspeita de tráfico e/ou exploração de mão-de-obra infantil em actividades pesqueiras.
As pessoas foram retidas no terminal de autocarros interprovincial na cidade da Beira, quando acabavam de descer de um autocarro ido de Nampula. A medida deveu-se ao facto de não apresentaram nenhuma documentação, após ser exigida pela polícia.
Na ocasião, os retidos disseram que foram contactados e contratados no distrito de Angoche, província de Nampula, por uma alegada associação de pescadores daquela província para desempenharem actividades ligadas à pesca, no distrito de Muanza, província de Sofala.
Na ocasião, a polícia reteve igualmente outras três pessoas responsáveis pelo transporte das 10 que se encontravam no terminal acima citado, por suspeita de se tratar de tráfico, trabalho forçado ou infantil.   
Rabia Tomé, uma das retidas, negou que a actividade seja ilícita e explicou que as dez pessoas contratadas em Angoche viajaram de Nampula à cidade da Beira com o conhecimento dos seus parentes.
“Esta não é a primeira vez que contratamos pessoas. Elas vêm até à cidade da Beira e, depois, seguem para o distrito de Muanza, aqui em Sofala, onde trabalham durante dois a três meses, de acordo com o contrato. É claro que eles não possuem nenhuma documentação, mas tal facto não significa que sejam indivíduos traficados”.
Os supostos sequestrados confirmaram que foram que foram contactados e contratados em Angoche. “Somos marinheiros e viemos a Sofala pescar”, afirmou um deles. 
A polícia fez saber que, neste momento, decorrem triagens envolvendo uma equipa multissectorial, incluindo a direcção provincial do trabalho, a fim de clarificar este caso, sendo que, oportunamente, irá pronunciar-se e, caso se prove alguma ilegalidade, as pessoas retornarão à procedência.
 

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