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Subsídio no algodão permite um encaixe adicional de USD 12 milhões

O subsídio ao preço do algodão vai ditar aumento das receitas de exportação em 12 milhões de dólares, ou seja, o país pode encaixar mais de 80 milhões de dólares provenientes da venda deste produto segundo previsões da Associação Algodoeira de Moçambique.

Depois do Conselho de Ministros ter anunciado um subsídio na ordem de 240 milhões de meticais, para estimular os produtores do algodão em Moçambique, os compradores do chamado “Ouro branco” falam em marco histórico para o sector agrário. Em conferência de imprensa, realizada ontem, na sede da Associação Algodoeira de Moçambique (AAM), em Maputo, a agremiação disse que este pacote de incentivo vai impulsionar o rendimento dos agricultores. 

“O subsídio de seis meticais por cada quilograma de algodão caroço permitirá elevar o valor das compras de algodão-caroço aos produtores para cerca 1,1 mil milhões de meticais, facto que representa uma enorme ferramenta de desenvolvimento rural”, indicou Francisco Ferreira dos Santos, administrador do Grupo JFS, que preside a AAM. 

Com a campanha algodoeira a arrancar em finais de Maio corrente, prevê-se que as receitas de exportação sejam superior a média anual de 70 milhões de dólares, a resultar da produção de 60 mil toneladas. Ou seja, o Estado passará a encaixar em média, mais de USD 80 milhões.

“Isto significa que na próxima campanha de 2020/21 teremos ainda mais produtores, motivados e a produzir mais algodão, prevendo-se, por essa via, um aumento no valor das exportações em pelo menos 12 milhões de dólares, mais de três vezes o valor do subsídio”, realçou Francisco Ferreira dos Santos. 

E mais, a AAM sublinha que no actual contexto de grande crise económica global, causada pela pandemia da COVID-19, em que o algodão tem sido um dos produtos agrícolas mais afectados, este subsídio vai, por um lado, proteger o rendimento de quase um milhão de pessoas do meio rural, que têm no algodão uma importante fonte de sustento, e, por outro lado, representa um claro incentivo à produção e produtividade na medida em que, se consegue um aumento preço do algodão-caroço face ao praticado na campanha anterior, que foi de 23,3 meticais por quilograma.

Entretanto, e para que estas projecções sejam tangíveis, a Associação Algodoeira de Moçambique diz que o Governo deve acelerar a disponibilização do subsídio ao produtor. 

“A AAM está, neste momento, a discutir com as partes o mecanismo de implementação do subsídio, por forma a garantir máxima segurança e transparência do processo, apelando-se à continuação do espírito de celeridade e urgência para que a comercialização inicie com brevidade”, conclui.

 

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