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Stefânia Chiziane: o presente do futuro!

É um dos novos valores do basquetebol moçambicano. No alto dos 1.72 metros, franzina, daí a designação “Papelão”, Stefânia Chiziane apresenta-se como uma jogadora com forte capacidade de fazer as penetrações quer pela zona central, quer pela linha de fundo.

Aos 20 anos, a talentosa jogadora, que pode fazer as posições um (base) e dois (extremo), tem como ponto forte, igualmente, o tiro curto e velocidade, características que lhe colocaram como uma das melhores unidades do Ferroviário de Maputo “B”, conjunto que este ano participou pela primeira vez nas provas internas e revelou-se como equipa sensação da prova ao ocupar o terceiro lugar na Engen Maputo Basket ao nível dos seniores femininos. Stefânia e companhia- Delma Zita, Eleutéria Lhavanguane, Dilma Roldão, entre outros valores- colocaram em sentido o Ferroviário de Maputo “A”, formação com a qual perderam por apenas um ponto no Campeonato da Cidade (56-55).

Era o aviso à navegação de uma nova geração de atletas que deu corpo a equipa do Ferroviário “B”. E depois foi o que se viu: vitórias sobre a A Politécnica, Costa do Sol e os históricos Maxaquene e Desportivo. Um naipe de atletas jovens, comandadas por Leonel “Mabê” Manhique reclamava um espaço no panorama do basquetebol moçambicano. Jogadoras talentosas que não encontravam espaço no Ferroviário “A”, recheada de estrelas. Onde, ano passado, Stefânia Chiziane e Eleutéria Lhavanguane foram pouco utilizadas, mas contribuíram para que se sagrasse campeã nacional. “Fizemos um bom trabalho este ano. Tínhamos uma equipa jovem que trabalha arduamente”, começou por dizer Stefânia Chiziane. Mas tudo começou em 2010. Papelão entrou para o basquetebol em 2010 para integrar o clube Matolinhas.

De lá a esta parte, fez o seu percurso pelas selecções de formação. Em 2014, fez parte da selecção nacional de basquetebol sub-18 que conquistou a medalha de bronze no Campeonato Africano da categoria, prova que teve lugar de 19 a 27 de Setembro, no Cairo, Egipto. Nessa prova, Moçambique venceu a Argélia (51-48) no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares. Faziam parte da selecção nacional, para além de Stefânia Conceição, atletas como Vânia Sengo, a actuar em Portugal e Neide Ocuane, nos EUA, entre outros valores.

A atleta sonha em representar a selecção principal de basquetebol que, de 18 a 27 de Agosto, irá disputar o Campeonato Africano, prova a ter lugar no Mali. “ Gostaria de, um dia, representar a selecção nacional de basquetebol sénior feminino e dar o meu contributo para o país”. A atleta diz ainda que treina de segunda a sábado, no período das 5h00 às 7h00 e das 18h00 às 20h00, contando, segundo a mesma, com o apoio moral da sua mãe e avó para conseguir superar as dificuldades. A talentosa basquetebolista sonha ganhar uma bolsa de estudos e jogar fora do país: “o meu sonho passa por ganhar uma bolsa de estudo para estudar e jogar fora do país. Penso que isso seria bom para mim para poder melhorar o meu nível competitivo”, disse a jogadora de 20 anos.

Para quem quer iniciar nesta modalidade, “Papelão” diz que o mais importante é treinar arduamente e acreditar no seu valor: “Não desistir e se empenhar nos treinos que os resultados virão”, é a dica deixada pela jovem talentosa.

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