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Songo festival desperta riqueza cultural de Tete

Dança, muita dança… Cor, mas muita cor… assim é o Songo festival, um evento cultural que anualmente junta diversos grupos culturais do distrito de Cahora Bassa e não só, em Tete.

Na terceira edição que decorreu entre os dias 23 e 24, 300 artistas mostraram a riqueza cultural da província. A vila de Songo viveu momentos alegres e de muita euforia. Durante os dois dias, os 31 grupos procuraram convencer o jurado com exibições de tirar o fôlego.

Durante as actuações, o convencional casava-se com o tradicional, a simplicidade à criatividade. Mais do que dança, os grupos espalhavam alegria, o gingado. Enquanto alguns optaram em não fugir do comum, outros ousaram em trazer inovações, como é o caso de dois grupos de Nyau. Um que brindou os presentes com um número de dança feito num poste, sim um poste comumente é usado para suportar os fios de corrente eléctrica; e outro que mostrou o seu gingado numa corda bamba.

Alegria via-se no público que se animava a cada apresentação, até porque não são todos os dias que se assiste a um festival.

Depois da apresentação dos grupos, coube ao jurado escolher os três melhores nas categorias de dança tradicional, dança convencional, teatro entre outras. O momento foi de grande euforia para os grupos vencedores que receberam entre 5 a 15 mil meticais.

No final do evento, o director distrital de Educação e Desenvolvimento Humano de Cahora Bassa, em representação da administradora distrital, disse que a terceira edição foi melhor que a do ano passado. “Estamos felizes porque, mais uma vez, mostramos que somos capazes de organizar um evento dessa dimensão. Esta edição foi melhor que a anterior. Puderam ver as diversas manifestações culturais da nossa província e o empenho de cada grupo em mostrar as suas habilidades. Queremos fazer com que este evento seja uma marca na nossa província e no nosso país em geral”, alegrou-se Nelson Majasse.

Para Itai Meque, membro do conselho de administração da HCB, o evento mostra que a vila está a desenvolver. “Este evento acontece numa altura em que o mundo precisa reaprender não só a importância da cultura, mas como também a cultura de paz. Não temos dúvidas que o distrito de Cahora Bassa é a terra da arte popular, erudita, tradicional e inovadora que é representada pelo Nyau, considerada património mundial entre outras danças”, disse o dirigente que destacou que as celebrações marcavam igualmente os 42 anos da empresa HCB. “Estamos felizes por mais um aniversário. Este ano é particularmente especial, pois estamos a preparar as celebrações dos 10 anos da reversão da nossa hidroeléctrica, uma cerimónia que terá lugar no próximo mês de Novembro”.

Assim foi a III edição do Songo Festival, assim foi a festa de arromba que paralisou esta pequena vila.

 

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