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Sofala com seis novas escolas primárias com capacidade para cerca de cinco mil alunos

Foto: O País

Cerca de três mil alunos de seis localidades do distrito de Chibabava, em Sofala, deixam de estudar, a partir de amanhã, debaixo das árvores e em salas construídas na base de material local, pois entram em funcionamento seis novas escolas, com 30 salas convencionais e resilientes, construídas no âmbito de reconstrução pós-ciclones.

As seis escolas foram construídas graças aos esforços do Governo moçambicano e da República Popular da China, este último que financia o Programa do Mecanismo de Recuperação do PNUD, que está a ser levado a cabo pelo Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclones.

Os beneficiários, intervindo nas inaugurações das referidas escolas, agradeceram pelos esforços do Governo e o seu parceiro, tendo afirmado que estavam bastante orgulhos e satisfeitos, pois “aquele sol, aquela chuva, aquele vento e aquela poeira que penetrava nas nossas salas, onde nos sentávamos no chão, que eram improvisadas debaixo de uma árvore ou construídas na base de material local, como caniço, capim e estacas, passaram para história”, indicou Carmona Canda, um dos líderes da localidade de Hamamba, distrito de Chibabava, local onde foi erguida uma das seis escolas, devidamente apetrechada com carteiras, sistema de abastecimento de água e painéis solares.

Carmelita Namashulua, ministra da Educação e Desenvolvimento Humano que inaugurou as escolas, afirmou que aquelas infra-estruturas escolares, construídas com capacidade para suportar ventos extremos, vão contribuir para reforçar a necessidade de se criar “um sistema educativo justo, inclusivo, eficiente e eficaz”.

A capacidade de cada uma das seis escolas em referência é de 750 alunos, mas, neste momento, só estão inscritos cerca de 450 alunos em cada uma, “por isso todo o esforço deve ser feito no sentido de mobilizarmos mais crianças e, particularmente, raparigas; que possamos ter pelo menos três turnos e que os nossos jovens, pais e encarregados de educação possam participar no processo de alfabetização e educação de adultos”.

A expectativa do governador de Sofala, Lourenço Bulha, é que as seis escolas venham a responder aos anseios da população local na obtenção de competências nucleares “de leitura, escrita, cálculo, análise e interpretação de textos, dotando os alunos de capacidade para compreenderem e interpretarem os fenómenos naturais e sociais, bem como a aquisição de habilidades para a vida”.

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