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Moçambique vai contar com o primeiro Centro de Empoderamento da Mulher e Rapariga. A informação foi avançada, hoje, pela ministra do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, no âmbito da assinatura do memorando de entendimento entre o sector do género e o Governo irlandês que se comprometeu a financiar o projecto.

Trata-se do primeiro centro criado para o empoderamento da mulher e rapariga, localizado na província de Maputo, distrito de Manhiça. Um projecto que deve beneficiar mulheres moçambicanas na formação para criação de auto-emprego.

“O memorando de entendimento entre o Governo de Moçambique e a Embaixada da Irlanda, que hoje assinamos, contribuirá para conclusão da primeira fase de criação de condições para o funcionamento do centro de empoderamento da Mulher”, disse Nyeleti Mondlane, ministra do Género, Criança e Acção Social.

Por sua vez, o Governo irlandês destacou a importância desta parceria com Moçambique e prevê resultados significativos.

“Esta parceria, que estamos a formalizar, representa uma importante contribuição do Governo da Irlanda aos esforços de Moçambique para o empoderamento das mulheres e raparigas em situação de vulnerabilidade. Investir no empoderamento social e económico das mulheres e raparigas impulsiona, sem dúvida, desenvolvimento”, apontou Nuala O’Brien, embaixador da Irlanda em Moçambique.

Segundo a directora nacional do Género, Lídia Chongo, o centro terá como princípio capacitar mulheres para tomada de grandes decisões, criação de negócios e eliminar a desigualdade de género que ainda é um problema em Moçambique.

“Este espaço vai permitir que algumas mulheres participem nos cursos de capacitação, sendo que, depois da formação, vão beneficiar-se de kits para iniciarem os seus negócios”, informou Lídia Chongo, directora nacional do Género

De acordo com o Ministério do Género, Criança e Acção Social, esta iniciativa deve abranger todos os distritos do país, sendo que a especificação das áreas vai depender das potencialidades de cada um.

Mais 4.895 moçambicanos, sete estrangeiros e 68 indivíduos de nacionalidade desconhecida ficaram livres da infecção do novo Coronavírus em apenas 24 horas. É o maior número de recuperados desde o início da pandemia.

Com este número, o total de pessoas recuperadas do vírus no país sobe para 95.815, que corresponde a 76.7% de todos os casos positivos.

Esta segunda-feira, o Ministério da Saúde (MISAU) anunciou a morte de mais 17 moçambicanos. Trata-se de 13 homens e quatro mulheres, com idades entre 32 e 81 anos.

Com estes óbitos, ocorridos entre o dia 31 de Julho e 2 de Agosto, o cumulativo eleva-se para 1.479.

Além das mortes, houve, também, 1.421 casos de infecção pelo vírus. Segundo um comunicado do MISAU, os recém-infectados são 1.411 cidadãos nacionais e 10 estrangeiros. Destes, 772 são mulheres e os restantes 649 são homens.

“Todos os novos casos resultam de transmissão local”, referem as autoridades, contabilizam 124.962 infecções, das quais 124.593 de transmissão local e 369 importadas.

A cidade e província de Maputo continuam a liderar o número de diagnósticos com 364 e 310, respectivamente.

“Nas últimas 24 horas registamos 56 novos internamentos e 44 altas hospitalares. Até o momento, o país tem um cumulativo de 5.909 pacientes internados, dos quais 501 estão actualmente nos Centros de Internamento de COVID-19 e em outras Unidades Hospitalares”, lê-se no referido documento.

Moçambique tem 27.664 casos activos da doença.

Dois feridos graves e avultados danos materiais é o resultado de um acidente de viação ocorrido na manhã desta segunda-feira, no cruzamento entre as avenidas Kim Ill Sung e Mao Tse-tung, em Maputo.

Segundo contam testemunhas oculares, o acidente, que envolveu duas viaturas e uma motorizada de alta cilindrada, foi causado por um corte de prioridade por parte de uma das viaturas, que seguia para a avenida Kim Ill Sung.

“O acidente foi provocado por um corte de prioridade por uma viatura que atravessou com o semáforo no vermelho. Essa mesma viatura colidiu com uma outra e ambas embateram-se em uma motorizada, onde seguia duas pessoas”, contou Agostinho Matavel, um dos indivíduos que socorreu as vítimas.

Um outro cidadão conta que, pela demora na ajuda viu-se obrigado a ajudar os feridos a saírem da cena do sinistro, tendo os levados para os primeiros socorros.

“Os dois homens na motorizada ficaram gravemente feridos. Tinham ferimentos na cabeça e outro, acho que quebrou a perna. Nós ajudamos, até que a Polícia chegou e levou-os para o Hospital”, relatou Libane Raúl.

A nossa equipa foi às urgências do Hospital Central de Maputo, onde deram entrada as vítimas, para ter informações sobre o seu estado clínico.

Marília Rodolfo, médica da clínica geral, disse ser prematuro avançar com mais dados sobre o actual estado das duas vítimas, pois ainda estão em observação, entretanto confirma a sua entrada no sector.

“Deram entrada dois pacientes do sexo masculino, um de 38 anos e o outro de 48 anos. O seu estado é pouco satisfatório. Entraram com baixo nível de consciência. O primeiro foi diagnosticado com traumatismo na cabeça e o de 48 anos com um traumatismo abdominal fechado. Ambos foram encaminhados para sala de observação da cirurgia”, disse a médica.

Sem dar entrevista, a agente da Polícia, que esteve no local, disse que o corte de prioridade e a falta de observância ao sinal vermelho esteve por detrás deste sinistro e, neste momento, está em curso o levantamento dos dados para os passos subsequentes.

Os motoristas das duas viaturas envolvidas no sinistro saíram ilesos.

Apenas 50 famílias de um total de 411 contempladas no projecto de gás canalizado é que estão a usar o combustível, no bairro do Aeroporto A, na cidade de Maputo. E mais, a execução do projecto está lenta e o Governo aponta problemas financeiros e de natureza técnica.

Há vários pontos de toma do gás canalizado em algumas artérias da cidade de Maputo. É a partir destas estruturas que o gás de cozinha é canalizado para as residências, tal como foi no bairro do Aeroporto A, na cidade de Maputo.

A concessão para a distribuição e comercialização de gás natural na cidade de Maputo e no distrito de Marracuene foi atribuída pelo Governo à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos em 2009 e é implementada pelo consórcio ENH-Kogas.

Na chamada rua principal deste bairro, por sinal a única onde algumas famílias já estão a beneficiar do gás canalizado, encontramos a residência de Maria de Lurdes. Diferentemente de muitas moradias nesta zona, a chama do fogão a gás canalizado ganha vida. De Lurdes conta as boas experiências no uso do combustível canalizado.

“É muito bom usar o gás canalizado, pois o sistema é cómodo, uma vez que usando o gás de botija é muito arriscado, pois num descuido, facilmente inflama e explode, colocando em risco a vida dos usuários, sobretudo das crianças”, referiu-se.

Se para de Lurdes a experiência é boa, para outros provavelmente também seria. Mas o gás canalizado tarda a chegar a muitas residências, que em 2019 terão manifestado interesse em aderir à rede de abastecimento.

Exemplo disso é a casa do Rogério Arnaldo, que fica na rua das Camélias, onde o “O País” constatou que nenhuma residência tinha gás de cozinha canalizado.

Rogério Arnaldo fez parte do inquérito que apurou que mais de 400 famílias desejavam usar o precioso combustível via tubagem. Debalde!

“Passaram por aqui há mais de um ano. Questionaram-nos se precisávamos de gás canalizado e dissemos que esse era o nosso interesse. Mas, de lá até cá, ainda não voltaram”, queixou-se Rogério Arnaldo.

O gás também tarda a chegar à cozinha de Celeste Mungone, que já não fazia ideia do projecto. Celeste, que trabalha como empregada doméstica no bairro do Aeroporto “A”, só teve algo a dizer depois duma breve explicação do que se tratava.

“Vivo num outro bairro. De facto, lembro-me que em há alguns anos, vi técnicos a implantarem estruturas de gás canalizado, mas onde trabalho continuamos a usar gás em botijas”.

O bairro de Aeroporto “A” foi escolhido para acolher o projecto-piloto de gás canalizado na cidade de Maputo. A princípio, tinham sido projectadas 35 residências para beneficiar das primeiras ligações, entretanto, mais 15 foram abrangidas, sendo no total 50.

O facto é que as restantes famílias das 411, não estão a usar este combustível nos moldes em que foi concebido. Moradores pedem o gás canalizado.

Tanto a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis como a Empresa Nacional dos Hidrocarbonetos justificam a fraca abrangência das famílias com problemas financeiros e também técnicos.

“Infelizmente, por motivos de natureza financeira, em Maputo e em Marracuene, o projecto não teve a mesma velocidade tal como aconteceu em Inhambane”, disse o director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino.

Problemas financeiros também são evocados pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, que os associa à conjuntura económica e social vigente. Para o director Comercial e Marketing da ENH, Titos Nhabomba, neste momento, está em curso um trabalho de mobilização de recursos para que mais famílias sejam abrangidas.

Segundo o director Comercial e Marketing da ENH, o consumidor paga apenas uma taxa simbólica de 5.000 meticais para a instalação do sistema do gás canalizado na residência.

“Só para ter uma ideia dos custos que as ligações acarretam, cada residência necessita de 150 mil meticais para a instalação do sistema de gás canalizado e esse valor é o Governo que disponibiliza. Portanto estamos a falar de um grande investimento ”, disse Titos Nhabomba.

 

EDIFÍCIOS NÃO ESTÃO DEVIDAMENTE PREPARADOS PARA O GÁS CANALIZADO 

Se para alguns residentes o gás canalizado tarda a chegar, os que têm, questionam a segurança do sistema de canalização. É que algumas residências têm a tubagem externa do gás e o medo dos moradores é que alguém de má-fé vandalize e até mesmo atear fogo.

“Eu acho que o sistema de tubagem externa do gás não é seguro. Penso que podia ter-se estabelecido o sistema de canalização interna”, referiu-se Jonasse Cuinica.

Aliás, segundo Moisés Paulino, os problemas técnicos que influenciam no avanço do projecto têm, em parte, a ver com aspectos de segurança. A nossa fonte afirmou que maior parte dos edifícios não foram construídos para acomodar o sistema de canalização do gás.

Moisés Paulino garante, entretanto, que a tubagem externa não constitui perigo e assegura que é preciso fazer mais, em tanto que o plano, agora, é que se crie um instrumento legal que regule a construção de edifícios capazes de receber o sistema de gás canalizado.

“Vamos ter que produzir regulamentos na perspectiva das construções acomodarem o sistema do gás canalizado e possibilitar que a curto e a longo prazo os edifícios emerjam nessa metamorfose”, disse Moisés Paulino.

Entre limitações e atrasos, Moisés Paulino, garante que os trabalhos vão continuar, tendo referido que depois que ainda este ano, o gás canalizado chegará a outros bairros, a começar pelo bairro da Polana Caniço.

A fase piloto no projecto do Aeroporto “A” contou com um investimento de cerca de 17 milhões de meticais desembolsados pelo Governo, no âmbito de um programa de massificação de uso de gás natural. O bairro do Aeroporto “A” faz parte do traçado da rede de distribuição de gás canalizado de Maputo, que foi inaugurada em 2014.

A partir de quarta-feira, os motoristas e cobradores dos transportes públicos de passageiros, incluindo motociclos e bicicletas, pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, agentes do Estado e professores, que não tenham vacinado nas campanhas anteriores, poderão tomar a vacina contra o novo Coronavírus.

Segundo a Vice-ministra da Saúde, Lídia Cardoso, que falava hoje na recepção de 500.000 doses da vacina VeroCell, todos os que fazem parte destes grupos-alvo devem efectuar o pré-registo e com base nos dados que constarem do cartão do registo, dirigirem-se aos postos de vacinação nas datas previstas.

A vacinação contra a COVID-19 não deve ser razão para o relaxamento nas medidas de prevenção da COVID-19. Aliás, devido ao número de mortes no país, a vice-ministra da Saúde apela que se reforce as medidas de prevenção da COVID-19.

As vacinas foram adquiridas pelo Governo, no âmbito das acções que visam reduzir o impacto da pandemia no país e fazem parte do lote de 11 milhões de doses de vacinas anunciadas recentemente pelo Presidente da República.

Lembre-se, só em Julho recém-terminado, 556 morreram. As pessoas ainda com o vírus no organismo também aumentaram de 4.317, em Junho, para 32.210, em Julho.

É uma pura verdade: desapareceu “Mr. President”, “Sr. Presidente”, em português, e foi mesmo na Reserva Especial do Niassa. Decorreram buscas por via terrestre e aérea, mas até sábado não se sabia do seu paradeiro.

Afinal de contas, onde anda o “Sr. Presidente”?! Nunca houve tanto trabalho de sobrevoo na Reserva Especial do Niassa envolvendo o número 1 do país, em inglês, Very Important Person (V.I.P). Aconteceu no sábado, mas antes disso já tinha começado a incessante busca envolvendo helicópteros e uma equipa experiente que contou com o renomado veterinário Lopes Pereira, que também é director do Serviço de Protecção e Fiscalização na Administração Nacional das Áreas de Conservação.

Se concordarmos que a qualidade dos sujeitos determina o grau de tratamento, então devem imaginar o que significa o desaparecimento do “Sr. Presidente”! Por acaso as buscas, no sábado, não foram fáceis. Basta lembrar que a Reserva Especial do Niassa tem 42 mil km2, abrangendo 8 distritos, sendo seis do Niassa e dois de Cabo Delgado.

Mas voltando ao essencial. Não se compreende como é que “Mr. President” sumiu do mapa porque em Novembro de 2018 ele recebeu a coleira electrónica com a referência WCSM50 4BBF e era mesmo para com recurso ao satélite conseguir-se monitorar os seus movimentos, porque parece que é ou era líder de um “governo/manada” que frequentemente apoquentava as comunidades na zona tampão da Reserva. Lembre-se que “Mr. President”, é nome de baptismo de um elefante, que recebeu a coleira das mãos do Presidente da República e este sábado, Filipe Nyusi pretendia voltar a tocá-lo para o trocar essa coleira que deve ser feito de dois em dois anos.

Sucede que não tendo sido localizado, o verdadeiro Sr. Presidente, no seu estilo próprio de gentileza, decidiu mandar localizar outro elefante, supostamente irmão do “Mr. President” e o colocou a coleira electrónica e depois o baptizou de “Gentleman”. Esta é a verdadeira história do Presidente da República que esteve nas buscas, sem sucesso, do “Sr. Presidente do Niassa” e acabou terminando de forma gentil.

Moçambique vai receber, esta segunda-feira, mais 500.000 doses da vacina VeroCell, para prevenção da COVID-19.

Trata-se de vacinas adquiridas pelo Governo, no âmbito das acções que visam reduzir o impacto da pandemia no país e fazem parte
do lote de 11 milhões de doses de vacinas anunciadas recentemente pelo Presidente da República.

A cerimónia de recepção dos imunizantes será dirigida por Lídia Cardoso, Vice-ministra da Saúde.

A COVID-19 não para de matar. Desta vez, as vítimas foram 15 homens e 13 mulheres, de nacionalidade moçambicana. Ainda hoje, o Ministério da Saúde notificou a ocorrência de mais 1.513 infecções pelo vírus.

As mortes, declaradas entre o dia 6 e este domingo, ocorreram em pessoas com idades entre 18 e 96 anos.

Neste momento, o país tem um total de 1.462 óbitos por COViD-19.

Dos infectados, hoje anunciados, 1.504 são moçambicanos e nove são estrangeiros. Destes, 837 são mulheres e 676 homens. Todos os casos resultam de transmissão local.

A cidade de Maputo registou maior número de casos com 496, seguida pela província de Maputo com 361. “Assim, o nosso país tem cumulativamente 123.541 casos positivos registados, dos quais 123.172 casos são de transmissão local e 369 são casos importados”, anunciou o MISAU.

Mais 2.465 pessoas foram dadas como recuperadas da pandemia viral. Trata-se de 2.440 moçambicanos, quatro estrangeiros e 21 indivíduos de nacionalidade ainda por apurar.

Moçambique tem, agora, um total de 90.845 indivíduos recuperados da COVID-19.

As autoridades da Saúde anunciaram que mais 70 pessoas ficaram internadas e outras 40 tiveram altas hospitalares. Deste modo, o país tem um cumulativo de 5.853 pacientes internados, dos quais 506 estão internadas nas unidades hospitalares.

Neste momento, o país tem 31.230 casos activos da COVID-19.

O sector de florestas em Manica apreendeu cerca de 328 metros cúbicos de madeira nos primeiros seis meses de 2021. O produto é fruto de contrabando que ocorreu em diversos pontos da província.

Apesar de o Governo ter cancelado a atribuição de licenças de exploração de madeira a novos operadores, este recurso é visto, diariamente, a ser movimentado em camiões de grande tonelagem. Afinal, a maior parte de madeira que circula é contrabandeada pelos operadores furtivos.

Dados revelados pelo delegado da Agência de Controlo de Qualidade Ambiental em Manica, Fidel Nobre, mostram que o problema pode estar longe do fim.

“De Janeiro até cá, apreendemos cerca de 328 metros cúbicos de madeira de espécies diversas, distribuídos pelos distritos da província, nomeadamente, Machaze, Macossa, Barue, Guro e cidade de Chimoio”, detalhou o delegado.

Os fiscais, que actuam nas operações de apreensão de madeira cortada ilegalmente, falam de ameaças que têm sido alvos por parte dos furtivos, mas dizem que a sua missão é evitar que as florestas sejam devastadas.

“Alguns infractores vêm de maneiras agressivas e, no campo, enfrentamos perigo de animais selvagens e algumas ratoeiras. Mas, temos um desafio a nível da província de Manica, o de combater a exploração ilegal”, disse Wison Taela, fiscal naquela província.

O sector de florestas em Manica arrecadou, para os cofres de Estado, cerca de 14 milhões de meticais, valor resultante de aplicação e cobrança de multas aos madeireiros furtivos.

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