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MINEDH diz haver fraco investimento no sector da Educação

O investimento na Educação reduziu nos últimos dois anos, no país, segundo a plataforma da sociedade civil, Movimento de Educação para Todos. A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, diz que o que o sector recebe do Governo é pouco para as suas necessidades.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), a sociedade civil, a União Europeia e outros parceiros do Governo juntaram-se esta segunda-feira, em Maputo, para lançar a Semana de Acção Global pela Educação. Este ano, o foco é mais para o financiamento na Educação.

Gaspar Sitefane, presidente do Movimento de Educação para Todos, apelou ao executivo e a outros parceiros de cooperação para darem mais atenção a este sector social.

“Não obstante o facto de no período entre 2019 e 2021 ter-se verificado um incremento orçamental para o sector da Educação, preocupa-nos o contínuo decréscimo nas despesas de investimento”, diz Sitefane.

Segundo Namashulua, no país, há 9.776 turmas ao ar livre, 20 mil salas construídas com material precário e este cenário foi agravado pelos ciclones que assolaram, sobretudo, a região centro.

Os ataques armados em Manica e Sofala, bem como o terrorismo em alguns distritos de Cabo Delgado também tornaram a situação da Educação, no país, mais precária em alguns pontos, com a destruição de infra-estruturas.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano disse que 46 escolas foram destruídas, empurrando 30 mil crianças para a vulnerabilidade. No entanto, a governante garantiu que o executivo está a empenhar-se para solucionar as carências no sector, mesmo com os 23,9% do orçamento do Estado que anualmente são alocados à área de Educação.

“O Governo mobilizou e continua a mobilizar recursos por forma a prosseguir com a construção de salas de aula a curto, médio e longo prazos”, apontou Namashulua.

O embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, garante, por sua vez, continuidade de apoio ao sector da Educação, no nosso país. “Em Moçambique, temos o compromisso desse apoio para financiar programas de emergência na resposta à COVID-19 e para reconstruir e reabilitar mais de 350 salas de aula, 52 alojamentos para professores em Sofala e Cabo delgado”.

A semana de Acção Global pela Educação decorre sob o lema “Um Bilião de Vozes”.

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