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Soares Chirinda sobrevive catando ferros

Eles ganham a vida aproveitando o que já não tem utilidade para os outros. Buscam saídas para o desemprego e alimentam a cadeia de valor da reciclagem do ferro. Esse é o trabalho dos catadores de baterias e ferro velho.

Nas principais avenidas da cidade ou nos bairros periféricos, com ajuda dos alto-falantes, os catadores de ferro usam a voz como sua estratégia de marketing. 

Debaixo de sol, em dias frios ou de chuva, eles sempre estão lá. Estão nas ruas fugindo do desemprego e alimentam uma cadeia de valor responsável pelo reaproveitamento de variadas quantidades de ferro velho. 

Esta é a rotina de Soares Chirinda. O jovem de 28 anos não foi além da 8ª classe, por isso tem dificuldade de encontrar emprego formal. Hoje é catador de ferro velho e conhece o impacto deste trabalho para a preservação ambiental. 

Mas para o ferro chegar aos compradores a grosso exige-se entrega e paciência. O produto é levado à balança e depois é definido o preço. A meta é conseguir maior quantidade de ferro possível… E isso custa quilómetros a pé. 

As baterias estão entre o que eles buscam. Se encontradas em bom estado podem ser compradas pelo caminho.

Nos melhores dias, a caminhada chega a conseguir cerca de 200 quilos de ferro. Vendendo cada quilo a seis meticais, a quantidade rende 1 200 meticais. 

Passos firmes, determinação, eis os requisitos de uma caminhada diária que alimenta sonhos.

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