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Simone Biles não vai participar na final do “all-around” dos Jogos Olímpicos

A maior estrela de ginástica da actualidade, Simone Biles, está fora da final do “all-around” dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A má notícia chegou pelo canal oficial da Federação Norte-americana de Ginástica, que afirmou “apoiar a decisão” da atleta.

Os gigantes não se medem aos palmos. Podem ter até 1,42 metros. Porque só mesmo um gigante com um corpo tão delicado e franzino conseguia mostrar a força de terminar uma era quando podia ser sua para dar início a uma era que será garantidamente de todos e todas.

Simone Biles anunciou esta quarta-feira a desistência da final do concurso de all-around, onde era de longe a grande favorita à vitória, deixando em aberto a possibilidade de ir ainda a alguma das decisões nos aparelhos.

Mais do que isso, fez ecoar de forma mais latente o que as palavras marcantes que teve na véspera queriam dizer. Tudo tem um limite e quando o limite da maior campeã de sempre é abdicar do seu título pela sua saúde física e mental, há limites que começam a ser discutidos.

“Após mais avaliações médicas, Simone Biles retirou-se da final do all-around dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a fim de se concentrar na sua saúde mental. Simone continuará a ser avaliada diariamente para determinar se vai ou não participar nas finais dos aparelhos individuais da próxima semana”, informou esta entidade, em comunicado.

Depois de uma avaliação médica mais exaustiva, Simone Biles foi colocada de fora da final individual do all-around. Apoiamos de coração cheio a decisão da Simone e aplaudimos a sua coragem em colocar a prioridade no seu bem-estar. A sua coragem mostra, mais uma vez, o porquê de ser um modelo para tantos”, anunciou através de um comunicado oficial a USA Gymnastics, dando início a um sem número de reacções que nesta altura estão apenas circunscritas ao apoio manifestado à atleta, como tinha acontecido na véspera com grandes nomes do desporto dos EUA como Michael Phelps, também ele um campeão que se debateu com os mesmos problemas.

“Os Jogos Olímpicos são avassaladores, existem demasiadas emoções envolvidas. Isto partiu-me o coração. Mas, se virmos bem, a questão da saúde mental é algo que toda a gente fala nos últimos 18 meses. Nós todos somos humanos, certo? Nós somos seres humanos. Ninguém é perfeito e por isso sim, é OK alguém não estar OK. É OK passar por autênticas montanhas russas de emoções. Mas continuo a achar que o aspecto principal aqui é que às vezes temos de pedir ajuda a alguém quando atravessamos essas fases. Para mim, posso dizer pessoalmente que foi um grande desafio. É difícil pedir ajuda. Senti, como disse a Simone, que estava a carregar o peso do mundo nos meus ombros. É uma situação complicada”, comentou o antigo nadador em declarações à NBC.

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