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Sheik Abdul Latifo faz discurso veemente contra terroristas

O sheik Abdul Latifo aproveitou o fim do ramadão em Nampula para assegurar que os muçulmanos repudiam a violência armada e vão cooperar com o Governo para identificar e entregar aqueles que usam o islão para manipular e matar a população em Cabo Delgado.

Em várias partes do mundo, os muçulmanos celebraram, esta segunda-feira, o fim do mês do ramadão, que marca o cumprimento de um dos cinco mandamentos do islão – o livro sagrado para os praticantes da religião islâmica. Depois de dois anos sem aglomerados populacionais, este ano a celebração do Eid foi em comunhão, mas, para evitar grande concentração da população, na cidade de Nampula, foram preparados 15 campos municipais para acolher a cerimónia.

O sheik Abdul Latifo fez o sermão do dia na Escola Secundária de Nampula e foi dele que se ouviu o repúdio mais veemente das acções de terrorismo sob capa do islão em Cabo Delgado.

“Enfrentamos o problema do terrorismo em Cabo Delgado. Alguns matam os nossos compatriotas, queimam casas, destroem edifícios públicos e privados, saqueiam bens da população, chegando a fazer deslocar milhares de concidadãos nossos. Esses bandidos, sem sucesso, tentaram usar o nome do islão, tentaram usar o nome de Allah, nas suas incursões, tentando provocar um mau estar na nossa sociedade, tentando sujar o bom nome do Islão e esqueceram-se de que no islão, o sangue humano é sagrado e de qualquer maneira não pode ser derramado”, disse.

E para dissipar quaisquer dúvidas, a liderança desta religião promete fazer parte da identificação dos que seguem condutas criminosas a coberto das escrituras sagradas.

“Vamos usar todos os meios que estão ao nosso alcance, trazendo narrativas alternativas aos vossos discursos maléficos. Iremos mostrar à sociedade o que é o islão, iremos alertar aos nossos jovens para que não caiam nas vossas malhas venenosas, iremos bloquear qualquer tentativa de instrumentalização dos nossos jovens”, prometeu o sheik.

Uma mensagem reforçada pelas autoridades do Governo que querem uma religião que dissemine a paz e a compaixão pelo próximo. “Queremos encorajar os irmãos muçulmanos da nossa província em particular e do país no geral a multiplicarem esforços, visando tornar a nossa sociedade um espaço de convivência harmoniosa e pacífica entre cidadãos de diferentes denominações ou confissões religiosas”, salientou Manuel Rodrigues, governador de Nampula.

Dos mais novos aos adultos, os muçulmanos sabem que o jejum é um preceito que simboliza a devoção pelo profeta Maomé, figura suprema do islão. Mohamade Riaze, adolescente, disse à nossa reportagem o que tem aprendido na religião islâmica: “para saber o quão é importante, devemos crer e fazer boas acções”. O mesmo pensamento que tem Osman Ibrahimo, muçulmano de tenra idade, que vê no cumprimento dos 30 dias de jejum um dos mais elevados ensinamentos de sacrifício religioso: “quando Ele prescrever o jejum, disse que o alcance era de alcançar o temor a Allah, a piedade, o mais alto nível da moralidade”.

Diferentemente do calendário gregoriano, que é o mais usado no mundo, no calendário islâmico, este é o ano 1443.

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